Carnaval 2016 marca a Destruição Ilegal no Cine Excelsior

O movimento popular “SALVEM O CINE EXCELSIOR”, que luta pela preservação e reabertura deste importante cinema de Juiz de Fora, e que vem batalhando há anos pelo resgate daquele local para a cultura como um espaço de referência e multiuso para os setores culturais da cidade e região da Zona da Mata, vem a público denunciar mais uma tentativa de destruição ilegal do imóvel.
Trata-se de fato, um “modus operandi” extremamente perverso – próprio da especulação imobiliária: aproveitar-se de datas festivas, de feriados prolongados, onde não há fiscalização e mobilização, para operar mais um desmonte (ou melhor, demolição) de mais uma parte do interior do imóvel.
Neste Carnaval, durante a passagem da tradicional Banda Daki, em plena Avenida Barão do Rio Branco, viemos a público denunciar que, de forma ILEGAL E IRRESPONSÁVEL, ESTÃO REALIZANDO A DEMOLIÇÃO de mais uma parte do teto do CINE EXCELSIOR. Trata-se de lage estrutural de enorme peso e em vão livre (cerca de 890 m2) e pioneira em aliar forma e estrutura para um salão cinematográfico, propiciando a melhor acústica possível além fazer a “amarração estrutural” do prédio onde se encontra. Sem esta lage, o cinema fica desprovido da acústica e beleza e, pior, expõe ao perigo estrutural não só o edifício do cinema mas todos à sua volta, pois sem a lage a amarração fica fragilizada.

A PJF não pode se omitir mais uma vez. A SAU e FUNALFA sempre se colocaram de forma omissa e de acordo com os proprietários daquele imóvel em detrimento da vontade e da mobilização popular – que demonstrou sua relevância e objetivo de preservar para as futuras gerações e reabrir o cinema como um Centro Cultural.

As administrações municipais sempre se omitiram em se posicionar de forma proativa no sentido de realizar a desapropriação do imóvel e assegurar definitivamente o espaço para a cultura e audiovisual. O Governo Bruno Siqueira não foi diferente… e pior, recebeu os líderes junto com o representante da Deputada Margarida Salomão em seu gabinete (logo quando assumiu o governo) e nunca mais os procurou mesmo depois que o Movimento conseguiu reverter, processualmente, o funcionamento de um estacionamento de se estabelecer ali, levantando toda uma documentação em que se provou que todos as licenças emitidas pela própria prefeitura eram precários e ilegais. Os empresários desistiram da atividade do estacionamento mas, vê-se agora, não desistiram de destruir o que resta do patrimônio afetivo do cinema – que sempre levou o Movimento Popular a lutar por seu preservação e da atividade fim, a cultura cinematográfica.

Fato é que, coincidentemente, este atual momento é especial para o Movimento pois, em dezembro de 2015, houve a aprovação em plenária na Câmara Municipal de um requerimento encaminhado, pelo Vereador Roberto Cupolillo, o Betão, de uma Comissão Especial do Legislativo Municipal para vistoriar o imóvel afim de se estudar a sua desapropriação e preservação para a cultura.

A Banda Daki abafará o som das marretadas dos picaretas que destroem o passado da sua cultura cinematográfica. Não podemos ficar parados e ver isso impunemente!!!

E em dois dias (na próxima segunda-feira, 08/02) comemora-se o aniversário do CINE EXCELSIOR. Mais uma vez, esse não é o presente que o cinema mineiro merece… Estaremos de prontidão na luta pelo desejo popular e não ao caráter especulativo que reina nos antigos imóveis que abrigavam antigos Cinemas, como o Excelsior.
O MOVIMENTO SALVEM O CINE EXCELSIOR voltará às ruas!!

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Internautas organizam campanha contra fechamento do Grupo de Cinema Estação no Rio

campanha pro grupo estacao rioCinéfilos organizaram uma campanha, no Facebook, contra o fechamento de seis unidades de cinema do Grupo Estação, com mobilização de 10 mil internautas e 1.400 assinaturas em um baixo assinado na rede social.

Com exibição de filmes seletos a um público específico, o Grupo Estação acumula dívida de R$ 31 milhões. A professora universitária Larissa Moraes argumenta que o público ficará com o circuito de exibição de filmes muito comercial, com o fim do grupo.

— A campanha é um ato de amor. Se o Rio perder um grupo como o Estação, a cidade vai perder muito com o cinema de arte.

Nesta terça-feira (05/08/2014), uma assembleia com os credores decidirá o futuro da administradora. Caso não haja um acordo, as unidades fecharão.

(Fonte:R7.com)

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Cine Excelsior: 56 Anos

UMA DATA PARA COMEMORAR O DESCASO, A INÉRCIA E O ABANDONO?

 

Hoje é a data em que o Cine Excelsior completa 56 anos passados a sua primeira exibição pública. Desde aquele 8 de fevereiro de 1958 foram muitos os momentos marcantes e emocionantes na vida de milhares de espectadores e períodos enaltecedores, que elevaram o nome da cidade a nível nacional da cultura cinematográfica. Mas, infelizmente, não teremos o prazer de parar para contabilizar o progresso e avanço tecnológico pelo qual deveria passar o antigo e majestoso cinema.

Lamentavelmente hoje temos a incômoda pergunta, e esperamos que talvez os responsáveis por tal quadro, como os conselhos e órgãos públicos municipais, em particular o COMPPAC e a FUNALFA, possam responder a seguinte pergunta: HOJE É UMA DATA PARA COMEMORAR O DESCASO, A INÉRCIA E O ABANDONO?

Sempre que uma foto do Cine Excelsior é compartilhada nas redes sociais, lemos os lamentos e testemunhos de dezenas de internautas, provas de que ele era o melhor de seu tempo e vemos que, hoje, já poderia estar aberto e funcionando, a exemplo do Cine Belas Artes em São Paulo, depois de pouco mais de um ano fechado, será reaberto em três meses após assinatura de acordo com a Caixa Econômica Federal. Enquanto isso, Juiz de Fora permanece parada no tempo.

A Associação de Amigos do Cine Excelsior permanece vigilante, de olho na ação popular que ainda corre nos tribunais e continuamos na luta para que o Cine Excelsior volte a funcionar.

Assim como não deixamos passar a data do aniversário da primeira exibição pública em branco. Apesar de tudo, parabéns, Cine Excelsior!

 

Excelsior-02imagem: Maria do Resguardo

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Vende-se uma cidade

Uma cidade onde a cultura é exceção, já que o estacionamento é mais importante do que a cultura audiovisual, local em que o esporte dá lugar ao consumo, à arquitetura, ao cimento bruto; a sede histórica dá lugar a vagas de carro; o campo de futebol, o lazer, a saúde, o espaço, a iluminação, o vento, o ar e o bem-estar dão lugar a uma praça de alimentação fechada, com ar-condicionado, iluminação artificial e gordurosa.
Um local com planejamento escrito, não cumprido e nunca revisto. Onde o remendo vale mais que o remédio, a prevenção e a correção. Vende-se uma cidade sem identidade, com 500 mil cidadãos sujeitos ao caos urbano, onde veículos são privilegiados em relação aos pedestres, onde se pode construir qualquer prédio, mesmo que irregular, que depois se resolve, mas que, também, pode esperar, porque a lei se ajusta depois aos interesses da especulação imobiliária. Onde quanta água vai precisar levar, quanto esgoto coletar, como as pessoas vão chegar, o impacto viário, a vizinhança ignorada, se o ônibus vai dar conta, se a rua vai aguentar o tráfego, vê-se depois.
Uma cidade em que se destrói ou deixa corroer a história até todos esquecerem em uma fotografia em preto e branco de um blog saudoso. Local em que a esperança só vem de quatro e quatro anos, mas o rumo se perde desde sempre; local em que a qualidade de vida já foi sala de estar e agora é o banheiro de serviço; onde o centro vivo morre de noite, e o bairro residencial cansado acorda ao anoitecer.
Local em que olhar para o morro, a mata, o Cristo só é possível entre uma fresta e outra de caixotes de mármore. Vende-se uma cidade, a preço baixo, com custo muito alto, onde o crescimento a qualquer custo prevalece sobre o desenvolvimento controlado, onde mananciais de água são esmagados, amassados, agredidos, cercados. Enquanto você lia este texto, a cidade já tinha sido vendida! Juiz de Fora, juízo de fora.

(Texto de CARLOS WILLIAM R. JABOUR – PROFESSOR, que é ADMINISTRADOR e JUIZ-FORANO).

Vende-se uma cidade com poucos quilômetros quadrados de malha urbana saturada e estimulada a saturar-se ainda mais. Com muita área rural subaproveitada, ignorada, onde, ao contrário de qualquer lugar que a valorizaria, é relevada ao abandono. Onde as garagens são perto de esquinas, os recuos são fachada e cobertura de morador de rua, as esquinas são prensadas e sombrias, e as árvores não são para sombra, mas, sim, decepadas até só vermos fios, postes, fachadas, muros e o cinzento humor urbano.

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NOTA DE ESCLARECIMENTO

LOGO-nota-de-esclarecimentoDiferentemente do que foi noticiado no portal da Prefeitura Municipal de Juiz de Fora pela Assessoria de Comunicação da Fundação Alfredo Ferreira Lage (FUNALFA), sobre decisão da 6ª Câmara Cível do TJMG que publicou acórdão contrário ao pedido de suspensão da obra do Estacionamento Excelsior, comunicamos que o empreendimento citado permanecerá fechado por força de liminar que, na verdade, NÃO FOI CASSADA.

A Associação de Amigos do Cine Excelsior vem empreendendo grande luta histórica pela preservação daquele espaço para a cultura da cidade e tem obtido êxito no campo jurídico nos últimos meses, juntamente com o Condomínio do Edifício Excelsior, onde o Cinema faz parte da edificação. Tal luta evidência a clara dificuldade da administração pública municipal em admitir o valor artístico do imóvel e que espelha o posicionamento contrário dos órgãos da administração, como o COMPPAC, a FUNALFA e a SAU.

A inversão de valores que o COMPPAC e a PJF faz é absurda a ponto desses órgãos, por configurarem como réus nos processos em curso, tentam divulgar imprecisões processuais. Deste modo, nosso Movimento vem a público esclarecer o seguinte:

– Atualmente, existem outras ações em tramitação cujo objeto é o imóvel do antigo Cine Excelsior. É por este motivo que o Estacionamento que foi aberto irregularmente naquele imóvel e encontra-se fechado hoje, inclusive com o seu alvará de funcionamento cassado.

– O maior fato que merece ser salientado aqui é que, se dependesse da administração pública municipal, a cidade já teria perdido definitivamente um espaço cultural daquela magnitude.

– O interesse cultural do Cine Excelsior mobilizou nos últimos anos inúmeras discussões sobre os rumos do patrimônio artístico-cultural da cidade e sempre esteve em pauta na memória da população, embora a Gestão Cultural dos últimos anos vem sucessivamente ignorando a importância daquele imóvel para a municipalidade deixando-o à mercê da especulação imobiliária. Nossa luta é e sempre será para reverter esta situação e conseguir reabri-lo como Centro Cultural Multiuso.

Foi divulgado originalmente no site oficial da FUNALFA no dia 20 do corrente mês, e também repetido pela imprensa eletrônica e televisiva, notícias EQUIVOCADAS em suas conclusões e especulações.

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NOSSO ESCLARECIMENTO NECESSÁRIO

Lutamos por DIREITO!

Portanto, cumpre esclarecer definitivamente que a DECISÃO JUDICIAL EM SEDE DE AGRAVO DE INSTRUMENTO – Processo 0174979-50.2013.8.13.000 – decisão publicada no Diário Oficial de Justiça do Estado de Minas Gerais, no dia 25 de outubro do corrente ano, negando provimento ao pedido liminar de suspensão das obras de estacionamento, que estão sendo realizadas no imóvel onde funcionou o Cine Excelsior (Avenida Rio Branco, 1.909 – Centro).em face de indeferimento da medida liminar da AÇÃO POPULAR – processo 0337853-32.2013.8.13.0145, 1ª vara da fazenda pública Comarca de Juiz de Fora, ação judicial que tem como fundamento jurídico a anulação do ato administrativo que indeferiu pedido de tombamento, bem como a invalidação do alvará de funcionamento do estacionamento concedido pela PJF em violação expressa as leis de tombamento, urbanas e ambientais do município.

Foi deferido a medida de cautelar incidental no dia 20 de junho do corrente pela Juíza Roberta de Araújo de Carvalho Maciel da 1ª Vara de Fazenda onde corre a citada AÇÃO POPULAR em razão do comprometimento estrutural e condições de insegurança, risco de curto circuito e incêndio , conforme atestam laudos de vistoria do Corpo de Bombeiros e da DEFESA CIVIL. Sendo que a citada medida cautelar vigora até a presente data, medida judicial que impôs providencias de urgência a serem tomadas pelos réus ainda não executadas junto ao Corpo de Bombeiros e contrárias a CONVENÇÃO CONDOMINIAL

Neste sentido, as manifestações da FUNALFA e dos réus veiculadas na imprensa são inverídicas, equivocadas e não correspondem aos fatos e decisões judiciais vigentes em especial a medida liminar da AÇÃO POPULAR vigente, que impede o funcionamento do estacionamento por questões que envolvem risco de incêndio de curto circuito e comprometimento estrutural. Sendo que as questões de mérito do procedimento de tombamento ainda serão discutidas na citada ação judicial, conforme as provas carreadas aos autos, que apontam as irregularidades e vícios de legalidade diferentemente do juízo de valor constante na nota oficial da assessoria de comunicação da FUNAL. Uma vez que o procedimento de discussão do tombamento do Cine Excelsior não observou e tão pouco ouviu o clamor popular de mais de 2000 assinaturas, manifestações em audiência públicas, pareceres de expert e autoridades que destacam a importância da arquitetura Art Decó e da identidade e importância do Cinema Excelsior com espaço de cultura, do encontro e desenvolvimento social de Juiz de Fora.

Por fim, parece que a “voz” da FUNALFA (lê-se também como do COMPPAC) quer sobrepor à “voz” da vontade popular em diversos aspectos da cultura local, principalmente no que diz respeito ao desmerecimento do valor artístico-cultural do Cine Excelsior. Não é desta maneira que as coisas deveriam acontecer, pois quem perde é a cidade. E isso é apenas uma das coisas que tem que mudar em Juiz de Fora.

Queremos o Cine Excelsior de volta para Juiz de Fora!!

Associação Amigos do Cine Excelsior
www.cinemaexcelsior.com.br

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Amigos do Cine Excelsior

escrevendo cartaRecebemos este texto, escrito por Roberto Groia (Advogado e Escritor – Membro da Academia Juizforana de Letras), cuja reprodução integral fazemos abaixo:

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Acompanho este movimento desde o seu inicio, com muito interesse.

É um movimento cidadão, pautado pelo bom gosto cultural e enxertado de ideologia cívica, genuína ao apego que se tem pelas causas honestas e de bom tom, com o juízo predominando o seu curso. Causas necessárias, pontuais, cujo objetivo é a convicção de que algo não vai bem dentro da sociedade em que se delimitam os caminhos do bom senso, no caso, a nossa urbanidade.

Pois bem, o movimento, muito bem articulado, evoca a manifestação para que seja preservado um patrimônio cultural, definitivamente marcado na memória da cidade, durante décadas, com um brilho admirável, irretocável portanto. O magnífico Cine Excelsior!

Ao se ter acesso ao “blog” do movimento, deparamos com um somatório de incredulidades jamais pensadas, pois que a mutilação de um espaço cultural é, de princípio, inadmissível em qualquer local civilizado, quanto mais quando acontece na nossa cidade, humilhando o nosso prazer e querer ver progresso e memória nos abraçando, ao invés, ver o orgulho e a conquista serem vilipendiados de uma maneira cruel, insana.

As administrações municipais não foram conscientes e não tiveram respeito com a causa que o movimento realça; é nítida a incoerência de atitudes que não observaram o apego evidente que o Movimento coloca à tona, quando de sua criação e divulgação; fica claro que jamais houve empenho para dar solução à uma reivindicação tão justa quanto ao delatado pelo movimento.

Observa-se o despropósito politiqueiro que olvidou o óbvio, qual seja a manutenção de um espaço cultural do nível de um Cine Excelsior, até chegar-se ao ponto de vê-lo transformado em um estacionamento, misteriosamente transformado para tal fim, para o espanto dos transeuntes e demais pessoas que não entendem nem concebem uma obra tão sinistra perante o que era.

A falta de transparência na aquisição do imóvel para terceiros que definitivamente não são do ramo da cultura, deixa evidenciado que houve articulações de bastidores na obtenção de alvarás e afins, fato que consta de ações judiciais a serem julgadas, ações estas propostas pelo movimento “Salvem o Cinema Excelsior”. Por outra, causa estranheza que nenhum vizinho ao redor do prédio onde fica o cinema, tenha sido consultado, uma mudança feita às escondidas como uma coisa proibida e malsã, na calada da noite, sorrateira e por que não medrosa?

Não há vergonha alguma que os proprietários atuais não sejam afetos à cultura. Claro que não, ao observar-se que a ambição, a cobiça e a ganância, não fazem parte deste clã de fariseus, sem o mínimo glamour e estirpe para entregar-se ao mundo da realeza! Se são ricos, deveriam saber que a riqueza advém de outras fontes que não só o dinheiro explica, visto que ele é uma mazela adquirida através de muita injustiça e “espezinhamento” pelos caminhos que percorrem os marajás!

Porém o movimento está aí. Poder-se-ia dizer que ele nasceu vitorioso pela astúcia de vir a público demonstrar seu potencial em expor história, passado, memória e principalmente lutar pelo que, a quem cabia obstar esse desastre negocial, sequer se defendesse de suas posições sobre o assunto, sequer dessa satisfação à cidade e aos seus cidadãos, que essa obra é vergonhosa o que prova que a questão está nublada de esclarecimentos plausíveis.

Todo movimento como o em questão, possui vida, seu conteúdo é verdade, sua expressão condiz com a paixão que possuem os autênticos líderes.

Resta saber até quando o poder econômico vai imperar em suas manifestações de poder, na contra mão do empreendedorismo sincero e útil a todos. O movimento do passe livre está aí para dar a resposta.

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Excelsior em dois momentos

Excelsior em 2 Momentos-01

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Cine Excelsior e os tremores sociais [ARTIGO EXCLUSIVO]

Fechado para Reforma

(por Yussef Campos)

O patrimônio cultural é uma área na qual há uma endemia de disputas e conflitos. Sejam eles econômicos, ideológicos, políticos, ou de reivindicações por reconhecimento de cultura(s), diuturnamente podemos observar embates nessa seara.

O cinema Excelsior, localizado no centro de Juiz de Fora, é um exemplo. Inaugurado em 1958, o imóvel que abrigava o cinema está fechado desde a década de 1990. Durante todo esse tempo, inúmeros pedidos de tombamento ou de reconhecimento de interesse cultural foram apresentados ao poder público municipal, com a justificativa pautada não só nos aspectos arquitetônicos, mas como na afirmativa de que o bem se apresenta como referência cultural da cidade.

Indubitavelmente, as reclamações e exigências, quando advindas do grupo social, se apresentam mais legítimas do que a determinação política, de cima para baixo, de declaração de interesse público de algum edifício. A soberania do povo, nesse caso, ofusca a soberania do município.

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Sem Fôlego e sem Foco

O Jornal Tribuna de Minas publicou, em 28 de março de 2013, a matéria “Mesmo fôlego e com foco”, sobre a Audiência Pública em que o Superintendente da FUNALFA esteve na Câmara Municipal de Juiz de Fora na qual apresentou seus planos para o setor em 2013. Reproduzimos abaixo a reportagem, realizada por Júlia Pessoa para o Caderno Dois:

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No dia em que sentir que não posso mais fazer a diferença, volto ao meu lugar de origem. Enquanto isso não acontecer, continuo animado, com fôlego para defender o que estamos construindo coletivamente, apesar dos cabelos brancos.” Foi com essas palavras que o superintendente da Funalfa, Toninho Dutra, respondeu à provocação do vereador Wanderson Castelar (PT), que disse ter tido a impressão de vê-lo desanimado ao apresentar as metas da Funalfa para 2013 ontem à tarde, na Câmara. “Grande parte da minha fala foi sobre orçamento, um assunto com muitas informações e números, isso pode ter pesado. Ou pode ser por causa da minha camisa cinzenta e do dia nublado”, explica, com bom humor, o superintendente.

De fato, muitos números foram apresentados na sessão de ontem. Segundo Toninho, atualmente não há dinheiro para novas demandas, mas a intenção é que o orçamento seja aumentado gradativamente. No momento, a verba municipal destinada à cultura corresponde a quase 1% (aproximadamente R$ 12 milhões) do total do orçamento municipal (cerca de R$ 1, 4 bilhão), e a Funalfa pretende expandir este percentual para 2%. “Só com o carnaval gastamos mais de 10% de nossos recursos. Por esse e outros motivos, é imprescindível que aprovemos o Plano Municipalde Cultura como lei. Na elaboração, os critérios Plano Plurianual (PPA) e Lei Orçamentária Anual (LOA) são coerentes e consonantes com a realidade da administração e o dia a dia da cidade.”

Apresentando as metas da gestão, Toninho ressaltou que a conclusão do Teatro Paschoal Magno está entre as ações prioritárias. Segundo o superintendente, resta a reorganização do processo para a captação de recursos por meio da Lei Rouanet. ” O projeto para a conclusão já foi aprovado, estamos com dificuldades de captação junto à iniciativa privada, mas estamos perto de conseguir a verba necessária.” Toninho adiantou que o prefeito Bruno Siqueira já sinalizou positivamente para a realização de um concurso público para a Funalfa, que atualmente opera com o quadro de funcionários defasado em 44%.

Entre os pontos de ação, foi destacada a ampliação do atendimento dos centros culturais já existentes, como Biblioteca Municipal Murilo Mendes, Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, Centro Cultural Dnar Rocha e Museu Ferroviário.

O superintendente também destacou como metas a acessibilidade nos prédios públicos, valorização os artistas locais, incentivo à leitura por meio de troca de livros e nas bibliotecas públicas e criação de políticas de educação patrimonial. “Precisamos ainda fortalecer nossa ação nos bairros. Reconhecemos que este é um calcanhar de Aquiles, mas a ideia é trabalhar para reverter isso sem levar nada pronto, mas atuando a partir das manifestações culturais que já existem nestes locais.”

Outro foco da Funalfa é o programa “Gente em primeiro lugar”, que atualmente atende seis mil crianças e adolescentes de 62 bairros selecionados na cidade. “Este projeto tem sido a menina dos nossos olhos. Queremos levá-lo a mais bairros porque sabemos que ele atua nos locais que mais precisam e que menos têm acesso à cultura.”

Toninho também destacou a necessidade de atuar junto a outras pastas da Prefeitura no combate à violência na cidade. “Dando resposta a uma demanda popular, toda nossa agenda cultural será voltada para o tema ‘Violência e paz’, buscando lançar provocações para que ele seja debatido. Quem sabe a arte pode ajudar a mudar a situação atual?”, questionou o superintendente, lembrando que a Semana de Arte Moderna de 1922 interferiu de forma significativa no contexto social e cultural da época e de diversas gerações.

A programação de combate à violência terá início no dia 2 de maio, com exposição de diversos artistas locais, como Carlos Bracher, Dnar Rocha e Arlindo Daibert. A iniciativa também prevê um show de cantores locais, com canções que retratem a temática.

Cine Excelsior

Uma das questões mais discutidas pelo público foi a polêmica em torno do tombamento do Cine Excelsior. “Falou-se em preservação do patrimônio, mas nunca fomos chamados à Funalfa para discutir a questão do Cine Excelsior, apesar do clamor popular para que ele seja tombado, com cerca de 1.600 assinaturas recolhidas”, aponta Alessandro Paiva, da Associação Amigos do Cine Excelsior.

Também representando o grupo, o cineasta Franco Groia questionou a ação do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac) em relação ao pedido de tombamento do imóvel. “Em nenhum momento foi feito um estudo histórico-artístico do local. Juiz de Fora tem uma tradição cinematográfica, berço de João Carriço, e o Cine Excelsior está sendo ignorado.” O vereador Roberto Cupolillo (Betão-PT) fez um pedido de informação referente ao projeto.

Em resposta ao grupo, Toninho destacou que os documentos estão abertos à população, e que o Comppac atuou dentro dos rigores da lei. “Não atendemos interesses de terceiros, o processo foi feito com responsabilidade, e este pedido de tombamento já foi negado nove vezes. Isso não pode estar relacionado a alguma falha do Comppac, mas à inviabilidade da solicitação. A Funalfa está, sim, preocupada com a memória do cinema local, prova disso é o fato de o Cine Palace só estar aberto porque a Prefeitura interveio nesta causa, e a Funalfa compra cerca de 37 mil ingressos para exibições escolares. Foi a maneira que encontramos de atuar. Temos limites e estamos cientes deles, mas trabalhamos com lucidez para equilibrá-los.”

Fonte: Tribuna de Minas

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Rumos da FUNALFA até 2016 em debate na Câmara

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Trabalho da Funalfa é exposto em audiência pública

A audiência pública da tarde desta quarta-feira (27/03) recebeu o Superintendente da Fundação Alfredo Ferreira Lage – Funalfa, Toninho Dutra, que expôs as propostas de gestão relacionadas à cultura no município.

A principal meta de trabalho é a aprovação junto ao Legislativo do Plano Municipal de Cultura como norma jurídica. De acordo com o superintendente o plano deve ser encaminhado a Casa nas próximas semanas. “A elaboração e execução do PPA, da LOA e do Orçamento Municipal deve ser coerente e consonante com a realidade da administração da cidade”, destacou.

Com o orçamento restrito, Toninho falou da importância de discutir o gradativo aumento da verba destinada à cultura. “Propomos que em 10 anos dobre e chegue a 2%”. Dutra destacou que 12% do orçamento da cultura no município são gastos com o carnaval de rua.

O superintendente falou sobre as metas desta administração, entre elas ampliação do atendimento da Biblioteca Murilo Mendes, Centro Cultural Bernardo Mascarenhas e Museu Ferroviário, facilitar a acessibilidade nos prédios públicos, ampliar serviços culturais, direcionar as contrapartidas da Lei Murilo Mendes, valorizar os artistas locais, ampliar e profissionalizar o carnaval, apoiar centros culturais, incentivar leitura através de troca de livros, bibliotecas públicas e desenvolver políticas de educação patrimonial.

Sobre a conclusão do Teatro Paschoal Magno resta a organização do processo para a captação de recursos por meio da Lei Rouanet. A ampliação do programa Gente em Primeiro Lugar também será o foco do trabalho.

Toninho Dutra falou sobre as atividades que este ano serão desenvolvidas com o foco para violência e paz. “Atendendo a indicações a Funalfa aproveitará as comemorações do aniversário da cidade para marcar o início das atividades culturais por uma cultura de paz, que é uma resposta da rede ao avanço da violência”.

Representantes da Associação de Amigos do Cinema Excelsior cobraram o tombamento e defenderam a manutenção do espaço como reflexo da identidade dos juizforanos e de preservação de sua história cultural.

O vereador Roberto Cupolillo (Betão-PT) irá fazer um pedido de informação sobre o pedido de tombamento do Cine Excelsior para esclarecer o processo.

Rodrigo Mattos (PSDB), proponente da audiência, enfatizou o comprometimento do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (COMPPAC) com o patrimônio e a cultura.

Fonte: Câmara Municipal de Juiz de Fora

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Movimento do Cine Excelsior presente na palestra sobre Patrimônio Imaterial

O Movimento Salvem o Cine Excelsior esteve presente na palestra do Professor Yussef Daibert Salomão do Campos, autor do livro Percepção do Intangível sobre Patrimônio Imaterial. O evento aconteceu no dia 20 de março de 2013 na Livraria Liberdade.

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Obra do estacionamento avança sobre o Cine Excelsior

Apesar da Ação Popular em curso na justiça, obra do estacionamento avança sobre o Cine Excelsior… e nossa cidade assiste a este triste fim de uma das mais importantes salas de cinema do país.

Foto tirada na manhã desta quinta-feira, dia 17/01/2013.

O Movimento lamenta a morosidade da justiça brasileira, em particular a da 1° Vara da Fazenda do Município de Juiz de Fora, que ainda não julgou pedidos feitos na AÇÃO POPULAR movida contra o indeferimento do pedido de tombamento do Cine Excelsior feito pelo COMPPAC.

Nos últimos dias, uma obra vem acontecendo no interior do imóvel, chamando a atenção dos que ali passam. Nossa maior preocupação é a descaracterização que está sendo feita ali.

Apuramos que os proprietários conseguiram aprovação de projeto de obra para um estacionamento no dia 28 de dezembro (ao apagar das luzes da antiga administração municipal de Custódio de Mattos – marcada pela ignorância do valor cultural do mesmo e que é responsável pela atual situação em que a agonia do antigo cinema se encontra).

Dezenas de pessoas já nos abordaram, mandaram emails e até se manifestaram estarrecidas com o fim do cinema. Nosso Movimento luta pela legalidade de nossa ação e pelo direito constitucional da preservação de nossa cultura.

A destruição e descaracterização do Cine Excelsior só interessa a seus atuais proprietários.

O fato é que aguardamos a posição da atual administração de Bruno Siqueira, que até o momento (desde que assumiu) ainda não recebeu o Movimento para debater possíveis soluções.

Vamos aguardar…

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Agonia de um Cinema: Patrimônio sob Ataque

O Movimento Salvem o Cine Excelsior vem a público, mais uma vez, para expor a agonia que o Cine Excelsior vem passando no último mês, por conta da imperícia e do desleixo de terceiros, incluindo a própria prefeitura (Gestão 2009-2012).

Telhado destruido.

Já havíamos relatado que, no dia 24 de novembro de 2012, objetos tinham caído da construção do empreendimento ROSSI RIO BRANCO CORPORATE (situado à Avenida Barão do Rio Branco n. 1883) sobre o Cine Excelsior, rompendo a estrutura do telhado em vários pontos e resultando em grande acúmulo de água por conta das fortes chuvas dos últimos dias…

Não bastando este fato já descrito, dia 17 de dezembro de 2012, a situação – que já era crítica – se agravou, pois ocorreu novo acidente com a queda de UMA PAREDE INTEIRA do 15º andar da construção do ROSSI RIO BRANCO CORPORATE. Desta vez os estragos tiveram proporções muito maiores que o anterior: destruindo além de parte do telhado e forro do Cinema (onde sobre o mesmo situa-se o interior da belíssima sala), afetou até a área comum e alguns apartamentos do Edifício Excelsior.

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Movimento faz coletiva para a imprensa na OAB-JF

Hoje, dia 29 de novembro de 2012, no auditório da seccional regional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Juiz de Fora, localizado na rua Marechal Deodoro, o Movimento Salvem o Cine Excelsior realizou uma coletiva especial para a imprensa. O objetivo foi detalhar a atual situação em que a questão do cinema se encontra e explicar a nova iniciativa do Movimento: o ingresso de uma Ação Popular contra o COMPPAC e, solidariamente, a Prefeitura de Juiz de Fora.

A Ação Popular, movida nos últimos dias, procura (entre outras coisas) anular a ata que indeferiu o último pedido de tombamento do cinema e visa colocar o poder judiciário como agente ativo no processo de tombamento e desapropriação do imóvel para bem público, uma vez que a maioria dos membros do COMPPAC tem ignorado sistematicamente o interesse cultural no qual o Movimento tem representado de forma ativa e organizada a vontade popular.

A coletiva teve a participação dos lideres do Movimento, os cinestas Franco Groia e Alessandro Driê, além do advogado na lide, o Dr. José Rufino Jr., que falaram sobre o propósito desta ação e a relação da grande importância que o cinema representa para a história do cinema e da cultura de Juiz de Fora e região.

Esta foi uma de muitas atividades que o Movimento pretende a partir de agora realizar no sentido de dirigir uma grande discussão sobre o futuro do espaço e a sua própria organização enquanto entidade de preservação da memória audiovisual da cidade.

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