Cine Excelsior e os tremores sociais [ARTIGO EXCLUSIVO]

Fechado para Reforma

(por Yussef Campos)

O patrimônio cultural é uma área na qual há uma endemia de disputas e conflitos. Sejam eles econômicos, ideológicos, políticos, ou de reivindicações por reconhecimento de cultura(s), diuturnamente podemos observar embates nessa seara.

O cinema Excelsior, localizado no centro de Juiz de Fora, é um exemplo. Inaugurado em 1958, o imóvel que abrigava o cinema está fechado desde a década de 1990. Durante todo esse tempo, inúmeros pedidos de tombamento ou de reconhecimento de interesse cultural foram apresentados ao poder público municipal, com a justificativa pautada não só nos aspectos arquitetônicos, mas como na afirmativa de que o bem se apresenta como referência cultural da cidade.

Indubitavelmente, as reclamações e exigências, quando advindas do grupo social, se apresentam mais legítimas do que a determinação política, de cima para baixo, de declaração de interesse público de algum edifício. A soberania do povo, nesse caso, ofusca a soberania do município.

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Descaso com o Cine Excelsior e com o Audiovisual de Juiz de Fora

Cine Excelsior - A Fuga

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Para quem o conhecia, a projeção cultural do Cine Excelsior mudou os parâmetros tecnológicos no mercado exibidor local, principalmente no decorrer dos anos de 1960 e 1970, proporcionando à cidade condições para que ela tivesse momentos de intensa atividade artístico-cultural através do meio cinematográfico, permitindo a exibição de filmes com grande experimentação técnica por meio de novas tecnologias.

Não resta dúvida, por tudo que lhe diz respeito, a importância do Cine Excelsior como espaço de interesse estritamente cultural, com elementos da Arquitetura Art Déco em transição ao Movimento Moderno da Arquitetura brasileira da década de 1950, tornando o cinema único como “uma joia rara da Arquitetura” de Cinemas (como atestou o Presidente do Instituto Art Déco Brasil maior autoridade no assunto no país); como também o vínculo estabelecido com a população através da imaterialidade típica, dos laços de identificação afetiva e cultural; e finalmente a função cultural dentro do contexto geral da cidade de Juiz de Fora.

Entretanto, o órgão competente da municipalidade é incapaz de ouvir a vontade popular e, fechado em si mesmo, delibera contra o interesse do coletivo e decreta de forma inconseqüente o fim deste ícone do que havia de melhor na cultura moderna em exibição da sétima arte no país.

O falso progresso, que não promove a inclusão social dissociado do desenvolvimento socioambiental, aliado ao descaso do Poder Público, impõe a perda do Patrimônio Cultural remanescente da cidade. A memória afetiva do povo juizforano vai sendo aos poucos fragmentada e apagada definitivamente de nossa história.

Falta sensibilidade política em nosso município, bem como visão empreendedora do setor cultural para elaborar estratégias de captação e realização de investimentos na preservação de nossas potencialidades e de desenvolvimento do turismo cultural de forma a enaltecer o riquíssimo legado de nossos antepassados, o mesmo deixado pela “era” da saudosa Manchester Mineira.

O investimento público, que é dever constitucional do poder público, de forma a fomentar o Turismo Cultural e de eventos, é propício para atrair milhares de turistas da Copa do Mundo e das Olimpíadas. Fato que sem dúvida alguma criaria uma demanda de empregos e geração de renda de forma a oportunizar o retorno da vocação natural da cidade.

A atratividade de investimentos tem apoio declarado de Deputados, mas nosso poder municipal não sinaliza em nada neste sentido e se cala sobre o Excelsior. O lugar comum do discurso ralo da FUNALFA e COMPPAC parece ser restrito acerca do Museu Mariano Procópio e do Teatro Pascoal Carlos Magno, ambos exemplos de desgovernos e desprezo. Esquecem dos demais problemas da cultural local.

Episódios como a transformação do espaço do Cine Excelsior em “estacionamento” reflete o despreparo, o descaso e a falta de visão de nossos gestores da cultura e do governo municipal para com o desenvolvimento da cidade. Trata-se de uma flagrante violação da verdadeira função social da propriedade insculpida em nossa Constituição. Ou seja, sobrepondo o interesse puramente comercial acima do interesse coletivo; que é o da restauração e manutenção dos laços de afinidade cultural da cidade.

O Cine Excelsior não pode morrer!!! E a população não pode deixar isto acontecer! Não podemos deixar de nos indignarmos com tal situação!!!

Isto é o que temos para hoje.

Assinado

Associação Amigos do Cine Excelsior

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Estacionamento Excelsior-23-05-2013

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Cine Excelsior comemora 54 anos de fundação em Juiz de Fora

Matéria veiculada pelo portal Megaminas.com em 8 de fevereiro de 2012.

 

Por MGTV Panorama

de Juiz de Fora

Hoje local está fechado, mas grupo espera que o cine volte a ser um espaço cultural

Há 54 anos era aberto oficialmente o Cine Excelsior. O espaço, que marcou época em Juiz de Fora, hoje está fechado. Mas um grupo espera que o cine volte a ser um espaço cultural.

Sem as placas de identificação, com números arrancados e de portas fechadas. O local onde funcionava o Cine Excelsior aparentemente é um lugar comum para quem passa pela Avenida Rio Branco, mas não para quem conhece a história do espaço. E na data de comemoração do aniversário do cine, ideias e propostas para que o cinema pioneiro, na época, não perca a identidade cultural.

Os cerca de quatro cinemas de rua, mais contemporâneos que existiam no Centro de Juiz de Fora, desapareceram no últimos 20 anos e deram lugar a outras construções. Modificações que, segundo o arquiteto Alessandro Driê, podem interferir na preservação do ambiente onde ficavam os espaços culturais. Lugares que respiravam cultura e que para muitos merecem ser revitalizados.

Veja o vídeo:

 http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=I5awcnnxc2c

Fonte: Portal Megaminas.com

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Curiosidades da inauguração do Cine Excelsior

Na semana de aniversário do Cine Excelsior, incluimos algumas informações divulgadas pela revista do evento de inauguração de 1958.

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V&M Centro de Cultura (antigo Cine Brasil), de Belo Horizonte

Um antigo cinema de Belo Horizonte passa por restauração e será reaberto como Centro de Cultura. Seguem um resumo de sua história e a descrição do novo projeto.

 

Cine Brasil

Imagem: V&M Brasil Centro de Cultura

O Cine Theatro Brasil, inaugurado em 1932, foi uma das maiores salas de exibição da capital mineira e, durante um certo tempo, uma das maiores da América Latina.

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IMS ganha novo museu em São Paulo

Enquanto Juiz de Fora caminha na vanguarda do atraso, São Paulo se prepara para abrir mais um espaço cultural.

Na cidade mineira, um estacionamento paira sobre um cinema localizado na principal avenida de cidade. Já em São Paulo, por sua vez, o novo empreendimento se localiza na avenida Paulista, a mais conhecida da metrópole. Inclusive vai contar com um cinema/auditório. Aqui vemos uma das diferenças nas duas cidades ao tratamento dado para a Cultura.

Segue a matéria publicada pelo blog do Instituto Moreira Salles:

IMS ganha novo museu em São Paulo

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O Maravilhoso Teto do Cine Excelsior

Para quem conheceu o Cine Excelsior, além da grande tela, excelente acústica e conforto, o que mais chamava a atenção na sala era o seu magnífico teto.

Marcado por sinuosas ondas em formas variadas, onde luzes de néon multicores faziam uma suave iluminação (e em camadas), o teto do cinema, como todo o projeto do edifício, foi projetado pelo arquiteto Armando Favatto, que possui pelo menos mais duas obras de destaque na cidade de Juiz de Fora, entre elas o projeto original do Colégio Jesuítas (1959) e o edifício da TV Industrial (1964), no Morro do Imperador.

Armando Favatto também projetou o Palacete Cine Brasil (1947), na cidade de Caratinga (MG), construído igualmente ao gosto art-déco, pouco mais de dez anos antes do Cinema Excelsior de Juiz de Fora (inaugurado em fevereiro de 1958). Talvez este fato dificulte o entendimento do espaço como sendo um espaço de valor arquitetônico, mas aqui se discute o interior do cinema, fruto do gosto Art-Déco, em período mesmo que tardio, visto que o auge desta manifestação decorativa se deu entre as décadas de 20 a 40 do século XX.

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Edifício do Cinema Excelsior em 1958

No mês de fevereiro do ano de 1958, Juiz de Fora conhecia um novo conceito em cinema, construído numa área localizada bem no centro da cidade. A idéia inicial era construir um prédio residencial, uma nova sala de exibição de filmes e vender o edifício após a conclusão da obra, localizada à Av. Barão do Rio Branco número 1909.

O terreno, no qual se encontrava o edifício, foi adquirido por Maurício Teixeira, Álvaro Guimarães, Olympio Reis Filho e Maurício Aguiar. O idealizador do projeto foi “Procopinho”, filho do ex-prefeito da cidade, José Procópio Ferreira.

Pelo seu porte, um empreendimento só comparável às capitais Rio de Janeiro e São Paulo, que mescla um edifício de 16 andares junto com um cinema de grandes dimensões, o projeto era bastante ousado para uma cidade que naquela época possuía apenas cerca de seis prédios com mais de cinco andares.

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Um projeto de revitalização para o Cine Excelsior

Os hoje arquitetos Daniele Fontes, Fabiano Teixeira e Wenderson Fontenelle realizaram, no final dos anos 1990, um projeto de arquitetura enquanto ainda estudavam na UFJF.

Havia uma disciplina de projeto cujo tema era revitalização. Deste material pesquisado, seguem apenas algumas fotos — nada de digitais — da maquete de estudos realizada na época e o memorial de um trabalho bem interessante, e que ilustra como o Cine Excelsior poderia ser reutilizado.

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Lembram do Cine Excelsior?

Nota na coluna Arquitetando, da arquiteta e urbanista Francely Guedes, publicada no Jornal Diário Regional no dia 11 de dezembro de 2011.

 

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Garganta virtual: novo grito surge nas redes sociais e se transforma em campanha pelo resgate do Cine Excelsior

A notícia sobre a retirada e a venda das cadeiras do Cine Excelsior em meados de novembro parece ter impulsionado um novo movimento pelo resgate do espaço, inaugurado em 1958 e fechado desde 1994. Segundo o cineasta Franco Groia, as primeiras manifestações surgiram nas redes sociais, logo após a publicação de fotos recentes do local no blog mariadoresguardo.blogspot.com. “Resolvemos gritar com as armas que temos: as ferramentas tecnológicas”, afirma o cineasta, que encabeça a campanha Salvem o Cine Excelsior ao lado do arquiteto Alessandro Driê e do Coletivo Sem Paredes.

A repercussão foi maior do que se esperava. Conforme Groia, que se tornou cineasta por morar desde criança no prédio do Excelsior, a coletividade respondeu rapidamente, tanto no mundo virtual quanto no real, ao observar o risco de perder o cinema, ao que parece, para um estacionamento. Mais de mil nomes foram recolhidos em um abaixo-assinado online, além de quase duas mil assinaturas em papel, numa corrente iniciada durante o Primeiro Plano 2011. Paralelamente, diversos artistas e interessados passaram a lançar na rede imagens e mensagens relativas ao imóvel, comprado pelo empresário Ricardo Arbex, proprietário da loja Tecidos Marabá.

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Quem Diria, o Marabá…

por Alessandro Driê

Depois que o desmonte do Cine Excelsior veio à tona, adquirido segundo o jornal Tribuna de Minas pelo proprietário da loja Tecidos Marabá, uma onda de indignação tomou conta de internautas e moradores de Juiz de Fora.

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O não belo desmonte do Cine Excelsior de Juiz de Fora

Artigo enviado ao blog do Coletivo Sem Paredes, grato a eles pelo incentivo e oportunidade.

 

Por Alessandro Driê

O Cine Excelsior de Juiz de Fora, para quem não sabe, é o maior cinema do interior de Minas Gerais. Ou está deixando de ser. Nesta última semana de novembro 1.250 poltronas foram retiradas e algumas informações extraoficiais dão conta que se transformará em um estacionamento.

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Cine Excelsior em novembro de 2011

Post de Franco Groia, retirado do Facebook, cujo compartilhamento deu início à toda mobilização na Internet, com mais algumas imagens de alguns blogs.

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Cinema Excelsior – Juiz de Fora/MG

Longo e abrangente texto retirado do site História do Cinema Brasileiro, sobre o Cine Excelsior, em Juiz de Fora/MG

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