Cine Excelsior: 56 Anos

UMA DATA PARA COMEMORAR O DESCASO, A INÉRCIA E O ABANDONO?

 

Hoje é a data em que o Cine Excelsior completa 56 anos passados a sua primeira exibição pública. Desde aquele 8 de fevereiro de 1958 foram muitos os momentos marcantes e emocionantes na vida de milhares de espectadores e períodos enaltecedores, que elevaram o nome da cidade a nível nacional da cultura cinematográfica. Mas, infelizmente, não teremos o prazer de parar para contabilizar o progresso e avanço tecnológico pelo qual deveria passar o antigo e majestoso cinema.

Lamentavelmente hoje temos a incômoda pergunta, e esperamos que talvez os responsáveis por tal quadro, como os conselhos e órgãos públicos municipais, em particular o COMPPAC e a FUNALFA, possam responder a seguinte pergunta: HOJE É UMA DATA PARA COMEMORAR O DESCASO, A INÉRCIA E O ABANDONO?

Sempre que uma foto do Cine Excelsior é compartilhada nas redes sociais, lemos os lamentos e testemunhos de dezenas de internautas, provas de que ele era o melhor de seu tempo e vemos que, hoje, já poderia estar aberto e funcionando, a exemplo do Cine Belas Artes em São Paulo, depois de pouco mais de um ano fechado, será reaberto em três meses após assinatura de acordo com a Caixa Econômica Federal. Enquanto isso, Juiz de Fora permanece parada no tempo.

A Associação de Amigos do Cine Excelsior permanece vigilante, de olho na ação popular que ainda corre nos tribunais e continuamos na luta para que o Cine Excelsior volte a funcionar.

Assim como não deixamos passar a data do aniversário da primeira exibição pública em branco. Apesar de tudo, parabéns, Cine Excelsior!

 

Excelsior-02imagem: Maria do Resguardo

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Conforto no cinema

O Cine Excelsior foi mencionado na matéria sobre projeto de lei que regulamenta cadeiras numeradas em cinema. A publicação foi feita pela Tribuna de Minas em 26 de setembro de 2013.

 

Projeto de cadeira numerada é discutido na Câmara Municipal

Por MARISA LOURES

Realidade em algumas cidades do país, como Belo Horizonte, a obrigatoriedade da venda de cadeiras numeradas nos cinemas de Juiz de Fora é assunto de discussão na Câmara Municipal. De autoria do vereador Jucelio Maria (PSB), o projeto de lei foi apresentado aos parlamentares, pela primeira vez, em março deste ano, e retornou ao plenário ontem. Se aprovado, os ingressos vendidos deverão conter a fila e o número da cadeira escolhida pelo cliente no ato da compra, não podendo os estabelecimentos cobrarem preços diferenciados pelo local da poltrona. Quem descumprir a norma estará sujeito a advertência, multa de 200 vezes o valor da entrada ou o dobro disso, caso seja reincidente. Em enquete realizada ontem no site da Tribuna e publicada na edição de hoje, 61% se mostraram contrários ao projeto.

A proposta deve voltar a ser discutida nesta quinta ou sexta-feira, segundo informou Jucelio, e está com sua tramitação paralisada por vistas pedidas por Wagner de Oliveira (PR). Também já pediram vistas os parlamentares Roberto Cupolillo (Betão, PT) e Noraldino Junior (PSC). “O objetivo é proporcionar mais conforto e bem-estar ao consumidor, que vai poder garantir seu lugar na sala com antecedência, comprando através da internet ou no próprio guichê. Além de acabar com as filas intermináveis, vai evitar conflitos e discussões. O cliente ainda poderá aproveitar o espaço, no caso do shopping, para poder realizar outras atividades enquanto aguarda o filme começar”, defende Jucelio.

De acordo com o parlamentar, a proposição foi elaborada com o auxílio de internautas por meio das redes sociais. “Toda mudança e qualquer forma de civilizar ou disciplinar causa estranhamento, mas é uma ideia que tem dado certo em muitas partes do Brasil e do mundo. O que, inicialmente, parece dificuldade, com o tempo vai significar tranquilidade.”

Consequência para os envolvidos

Gerente de operações da Cinemais, responsável pela cinco salas de cinema do Alameda, Olavo Neto diz que a lei traz benefícios, mas também desvantagens para o consumidor, já que pode interferir nos horários de programação dos filmes. Conforme o gerente, em municípios, como Uberlândia, não existe lei que obrigue a numeração, mas a rede já aplica a medida. “Pode ocorrer atraso nas sessões. As pessoas se confundem, acabam sentando no lugar do outro. Isso dificulta um pouco a acomodação, causa alguns transtornos, mas não é nada impossível de ser coordenado”, diz Neto, explicando que a empresa está pronta para seguir a lei, caso ela seja aprovada aqui na cidade. “As cadeiras têm o local para colocarmos a numeração. O mais difícil é o software que controla, e nós já temos um pronto”, assegura.

Embora nunca tenha tido problema para conseguir o melhor lugar no cinema, o professor da Universidade Federal de Juiz de Fora e um dos organizadores do Primeiro Plano – Festival de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades, Nilson Alvarenga já teve a experiência de assistir a produções em São Paulo e aprova a iniciativa. “Acho muito bom saber que tenho meu lugar garantido. Claro que muitos vão chegar de última hora e encontrar poucas cadeiras disponíveis, mas se a gente se programar a ideia é muito boa”, opina, ponderando que, em Juiz de Fora, talvez, a medida não traga tantos impactos. “Por aqui, é mais uma questão de escolha. As salas não ficam tão lotadas. Faria diferença em dias de filmes mais concorridos. Porém é razoável pensar nisso, evitaria correria de última hora.”

Na visão de Doroti Mira, pintora que reside em Juiz de Fora há 28 anos, levando em consideração o que é oferecido pelos cinemas daqui, existem questões que merecem estar na ordem de prioridade. “Essa discussão é vazia. Há dias que vou ao cinema, e não tem mais ninguém. A cidade não tem público. Deveriam pensar no Cine Excelsior, que é mais importante.”

Para Adhemar de Oliveira, diretor de programação do Palace, independentemente de aprovação da lei, é preciso ouvir o espectador. “Atuo em locais que têm a obrigatoriedade e em outros que não. Vai muito da plateia. Enquanto operador, isso é indiferente. Ouço falar que a medida tira aquela coisa do impulso, o cinema começa a virar coisa planejada como o teatro. Raramente você decide ver um espetáculo de última hora”, comenta.

Fonte: Tribuna de Minas

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Reivindicações do Plano Municipal da Juventude de Juiz de Fora

Reivindicações do Plano Municipal da Juventude de Juiz de Fora que já havia sido entregue à Prefeitura.

Está lá: CRIAÇÃO DE CENTROS CULTURAIS.

O Movimento de Preservação do Cine Excelsior esteve presente nesta discussão e já foi REITERADAS VEZES CITADO como NECESSIDADE para o resgate daquele espaço para a municipalidade, transformando-o em um NOVO CENTRO CULTURAL NA CIDADE.

Reinvindicações

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Eu nunca entendi Godard

Texto escrito por Artur Xexéo, colunista da Revista d’O Globo:

Deu no jornal que um centro cultural carioca prepara, ainda para este ano, a maior mostra já feita no país de filmes de Godard. Ressalvando o direito de qualquer centro cultural organizar mostras sobre qualquer cineasta, não consigo deixar de perguntar: por quê? Será que é para ver se desta vez, a gente entende?

Já disse aqui, mais de uma vez, que não fiz parte da Geração Paissandu. Embora todo mundo acredite, talvez pela minha aparência, que eu já assistia às sessões de cinematógrafo na Rua do Ouvidor, eu era menor de idade quando a nouvelle vague brilhava na sala da Rua Senador Vergueiro.

Godard já tinha feito alguns de seus melhores… hummm… mais bem sucedidos filmes quando um de seus títulos me chamou a atenção. Era “Duas ou três coisas que eu sei dela”, de 1967, que esteve em cartaz no Cine Excelsior, em Juiz de Fora. O mundo já tinha visto “Acossado”, “O desprezo” e “Alphaville”, quando “Duas ou três coisas…’ apareceu. O que me atraía no filme era mesmo o título. Parecia-me enigmático. Quando li no jornal que era “uma espécie de documentário’, fiquei mais curioso. Como um documentário poderia ser “uma espécie de”? Quando soube que a “ela” do título era Paris e não uma mulher, fiquei mais intrigado ainda. Ou Godard estava querendo me dizer que Paris era uma mulher? Não cheguei a ver o filme. Ele ficou só três dias no Excelsior. Juiz de Fora, definitivamente, não estava preparada para “uma espécie de documentário’. Nunca entendi por que “Duas ou três coisas que eu sei dela” foi programado pelo cinema. O Excelsior era onde a gente assistia à “A noviça rebelde”. Dá para imaginar a reação de sua plateia diante de um Godard.

Só fui conhecer Godard de verdade quando o Cinema I, a sala da Prado Júnior, se transformou numa espécie de enciclopédia de cinema para cinéfilos da minha geração. Era Godard todo sábado à meia noite. “Made in USA”, “A chinesa”, “Weekend à francesa”… Logo fiz minha lista de favoritos: “Alphaville”, “O demônio das onze horas”… aqui é preciso esclarecer um ponto para quem vai se iniciar em Godard na tal mostra em preparação. Nunca diga o nome de um filme de Godard em sua versão brasileira. “O demônio das onze horas”, então, é “Pierrot le fou”, como no original. “Masculino-Feminino” vira “Masculin-Feminin”. Godard em francês é mais inteligente.

Passei horas no Cervantes discutindo cada plano de cada filme de Godard com meus companheiros de madrugadas no Cinema I. Muitos desses planos eu sequer tinha visto. Agora confesso: Godard me convidava ao sono. Assisti a “Pierrot Le fou” recentemente num canal a cabo e, no fim, só fiquei com uma questão: por que cargas d’água eu dizia que gostava disso?

Tem um Godard de que gosto até hoje. É um curta-metragem _ ‘Montparnasse-Levallois” _, um dos segmentos do filme em episódios “Paris vu par…” (nunca na História deste país alguém chamou o filme de “Paris visto por…”). É uma historinha com começo, meio e fim. Uma brincadeira sobre um desencontro amoroso. Nem parece um filme do cineasta. Um Godard romântico e irresistível. É só. No mais, não tenho vergonha de admitir: eu nunca entendi Godard. Mas vou aproveitar a supermostra para, enfim, conhecer “Duas ou três coisas que eu sei dela”.

Fonte: Blog do Xexéo

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O Patrimônio Estacionado

Matéria publicada n’O Estandarte, em 24 de junho de 2013.

 

Cine Excelsior vira estacionamento e é suspendido de funcionar

Por Natália Lima

Cine Excelsior vira novo estacionamento para cidade Créditos: Blog Cinema ExcelsiorNa última sexta-feira, 21 de junho, por decisão da justiça, do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e intermédio do Movimento Salvem o Cine Excelsior o estacionamento foi fechado provisoriamente, porque continha  irregularidades em sua construção e  inadequações  de segurança, o que nos comprova a força das organizações em massa e a negligência dos empreendedores  no cumprimento das leis.

O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac) vinculado à Fundação Cultural Ferreira Lage (FUNALFA) propõe-se em proteger o patrimônio cultural da cidade, porém depois de terem analisado o processo por nove vezes  não viram a necessidade do espaço ser tombado, deste modo, o fim do  Cine Excelsior  resultou em um conflito que de um lado está a ação dos empreendedores quais visam a urbanização, o crescimento econômico e o progresso, e de outro os ambientalistas, os cineastas, os históricos, arquitetos, e os turismólogos,  quais desejam a preservação da memória arquitetônica do município e a utilização do espaço para  a cultura e educação.

 Em 2013, mais de 80 solicitações de demolições foram protocolados pelo Comppac, confirmando  que os nossos patrimônios estão sendo destruídos para ceder lugar a  prédios  e a lucratividade.

 O descaso vigente  com  a  transformação do Cine Excelsior em estacionamento, nos  alerta para o  déficit na política, a qual  só conquistará a legitimidade e veridicidade com a população  quando defender e preservar  nossos valores, nossa cultura e nossa tradição. Contudo, será que a política de Preservação do Patrimônio Cultural de Juiz de Fora é ativa e eficisente?

Atualmente, tornou-se um grande desafio  preservar os patrimônios culturais,  porque   investir em comércio é mais atraente para os donos de propriedade privada. Portanto, resguardar estes monumentos, requer uma política pública de Preservação do Patrimônio Cultural que seja mais eficaz, para que a história  de Juiz de Fora  não vire  poeira, ou que fique lembrada apenas pela memória, pelas fotografias e pinturas, e  muito menos que seja paulatinamente esquecida. De tal modo, o fechamento do estacionamento faz reavivar  a reversão do indeferimento do tombamento votado pelo Comppac e a esperança de que poderemos ver o Cine Excelsior como promotor de cultura e entretenimento conforme almeja o Movimento Salvem o Cine Excelsior.

Créditos: Facebook Cine Excelsior

Fonte: O Estandarte

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Estacionamento Excelsior é obrigado a suspender funcionamento

Matéria publicada no Diário Regional de 23 de junho de 2013.

Clique na imagem para ampliar.

Diario Regional - 23-06-2013

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Justiça manda fechar estacionamento no Centro

Matéria pubicada pelo site do jornal Tribuna de Minas, de 21 de junho de 2013.

Por Tribuna

A Justiça determinou, na última quinta-feira (20), a suspensão imediata do funcionamento do estacionamento localizado no prédio do antigo Cine Excelsior, na Avenida Rio Branco, Centro. A decisão é da juíza Roberta Araújo Maciel, da 1ª Vara Empresarial de Registros Públicos, de Fazenda Pública e Autarquias Municipais de Juiz de Fora, com base em irregularidades apontadas em laudos da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros. Ainda durante a tarde desta sexta, o estabelecimento foi fechado. Cabe recurso à determinação, e o pedido, em caráter liminar, foi feito pelo presidente da Associação Amigos do Cine Excelsior, o cineasta Franco Groia. Entre os argumentos da ação, está o fato de o imóvel não se encontrar em condições adequadas para operar, por não atender às exigências de segurança.

No documento, ficou determinado que bombeiros e Defesa Civil fossem oficializados com urgência para que realizassem vistoria imediata do imóvel e apontassem as providências a ser tomadas. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a corporação realizou uma vistoria no prédio no final do ano passado, e o estabelecimento foi notificado, devido a irregularidades, como falta do auto de vistoria dos bombeiros, falta de iluminação e saídas de emergência. “Pretendemos retornar em breve para verificar a situação. Caso ainda não tenham sido solucionadas, será necessária a aplicação de multa”, explica o tenente George Sant’Ana, subcomandante da Companhia de Prevenção.

Já a Defesa Civil informou, por meio de assessoria, que ainda não foi notificada oficialmente a respeito da liminar, mas que serão tomadas as providências cabíveis assim que o documento for recebido. O órgão fez vistoria no local em março deste ano e, na avaliação, não foi constatado risco estrutural, mas foi sugerido que “o engenheiro contratado pelo proprietário do imóvel verificasse a laje e providenciasse melhorias nas instalações elétricas, além do auto de vistoria dos bombeiros

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Decisão judicial fecha estacionamento onde funcionava o Cine Excelsior em Juiz de Fora

Matéria publicada no Portal Megaminas em 21 de junho de 2013.

Por MGTV TV Integração

 

A ordem de fechamento imediato partiu de decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública. A Associação Amigos do Cine Excelsior reivindica a desapropriação do espaço para ser transformado em centro cultural. “Nós queremos a ampliação do investimento na área do audiovisual e da cultura de Juiz de Fora”, explicou Franco Groia.

Clique aqui e veja o vídeo

De acordo com a associação, laudos técnicos do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil mostra irregularidades na reforma do estacionamento.

A última exibição de filmes no antigo Cine Excelsior aconteceu há 18 anos. Depois, o espaço ficou fechado e cerca de nove pedidos de tombamento tramitaram na justiça.

Hoje (21) à tarde, as portas do estacionamento ficaram fechadas. Os proprietários têm cinco dias para recorrer. Eles não autorizaram a filmagem no interior do imóvel, e disseram que o cinema ficou à disposição para venda e aluguel, mas sem interessados.
“A família está se defendendo no processo. Todos os documentos exigidos pelo poder público estão disponíveis e vão ser apresentados no momento certo, afirmou o advogado Márcio Sampaio.

Fonte: Megaminas.com

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Moradores de Juiz de Fora questionam o fechamento de espaços culturais e artísticos

Matéria publicada no Portal Megaminas em 21 de junho de 2013.

Por MGTV TV Integração

Interessados na disseminação da arte continuam lutando para que esses locais não virem apenas lembranças no imaginário da população

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Representantes da cultura de Juiz de Fora questionam o fechamento de casas e espaços culturais e artísticos da cidade.

Clique aqui e veja o vídeo

Na última semana foi inaugurado um estacionamento no lugar onde já funcionou o antigo Cine Excelsior, dando fim a uma briga entre proprietários e manifestantes que durou anos. Segundo a associação, o espaço, que já foi considerado um dos mais modernos do país e está desativado desde 1994, fazia parte da identidade cultural de Juiz de Fora e não poderia assumir qualquer outra finalidade senão a artística.

Mesmo após a abertura do estacionamento no local onde funcionava o cinema, defensores da volta do Cine Excelsior tentam reverter a situação e fazer com que o espaço volte a ser um centro cultural.

O objetivo dos associados é buscar forças para ainda encontrar formas de preservar esse patrimônio e mantê-lo vivo ao transformá-lo em um espaço de uso cultural para toda a população. O grupo entrou com três ações na justiça.

Paralelo a isso, no final do mês, o Centro Cultural Mezcla para de funcionar após 12 anos, também por exigência do proprietário do espaço. A proposta do local, que funcionou na Rua Benjamin Constant, era ter espaço para projetos de arte experimental. Durante estes 12 anos o local sobreviveu com auxílio de importantes reconhecimentos da cultura brasileira e ganhou vários prêmios estaduais e nacionais.

Interessados na disseminação da arte e cultura continuam lutando para que esses locais não virem apenas lembranças no imaginário da população de Juiz de Fora.

Fonte: Megaminas.com

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Mais uma vitória: Liminar fecha “estacionamento”

Em meio às manifestações que se espalham pelo país, o nosso Movimento vem a público anunciar mais uma vitória: Sai liminar deteminando a suspensão do funcionamento do estacionamento no local do Cine Excelsior!

Vejam as imagens a seguir para conhecer o conteúdo na íntegra.

A luta ainda não terminou! O cinema reviverá!

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Manifestações pela Cultura em Juiz de Fora, ontem e hoje

Ontem-Hoje

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Excelsior em dois momentos

Excelsior em 2 Momentos-01

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Carta aos Leitores – Tribuna de Minas

Publicado em “Carta aos Leitores” do jornal Tribuna de Minas, de 16 de junho de 2013.
TEXTO - ADILSON ZAPAO Cinema Excelsior, patrimônio cultural, deu lugar a um estacionamento sem que nosso Legislativo ao menos tentasse impedir. Enquanto isso, “dorme” na Câmara a proposta que permitiria a construção de novos edifícios-garagens, sem ao menos discuti-la. Mais do que evidente, o número de veículos que demandam os serviços do Centro e de alguns bairros não mais diminuirá, ao contrário. Além disso, os terrenos dos atuais estacionamentos públicos estão, rapidamente, se transformando em arranha-céus, com vagas apenas para seus proprietários e não extensivas aos seus frequentadores. Legislação superada, edifícios com poucas garagens ou nenhuma, serviços públicos concentrados na área central, trânsito cada vez mais confuso, ruas estreitas, transporte público deficiente e, pior, “engarrafador, entupidor” das estreitas ruas. Esse é o quadro que, sai legislatura e entra legislatura, nenhum eleito tem a disposição (ou coragem) para discutir um plano efetivo de possíveis soluções a médio e longo prazos. Em tempo: até hoje a população se pergunta o porquê do “misterioso engavetamento” do projeto do transporte personalizado, sucesso até em Manaus, para onde foram vendidos os ônibus daqui.

(Texto: Adilson Zapa, publicado na coluna “Carta aos Leitores” do jornal Tribuna de Minas, de 16 de junho de 2013)

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Cultura estacionada

A Prefeitura de Juiz de Fora deixou um importante espaço cinematográfico da cidade virar um estacionamento, contrariando todos os pedidos, discussões públicas e manifestações para uma intervenção no sentido da preservação, revitalização e até desapropriação.

Apesar da abertura do estacionamento, o Movimento Popular busca reverter a situação mantendo a questão na instância judicial. Enquanto isso, a movimentação dos interesses econômicos envolvidos ali, junto à burocracia dos órgãos municipais, fortaleceram apenas o intento particular da especulação imobiliária de quem o adquiriu em detrimento do interesse coletivo para salvaguardar a memória e identidade cultural de gerações.

A luta continua!! Vamos lutar pelo que é certo e justo!!

Para quem não sabe, a Preservação do Cine Excelsior é um MOVIMENTO independente, pluripartidário e também SEM FRONTEIRAS, pois a questão em jogo é a cultura audiovisual brasileira e sua preservação é fundamental para as futuras gerações.

A importância cultural do Cine Excelsior e a vontade pela sua preservação extrapolam inclusive as fronteiras do município de Juiz de Fora (MG). O abaixo-assinado criado pelo Movimento para ser anexado ao pedido de tombamento material e imaterial teve o apoio expontâneo de cidadãos das mais variadas cidades do país e até do exterior (como Atlanta, Lisboa, Maputo, Paris e Versailles).

No Brasil, o Movimento Salvem o Cine Excelsior obteve assinaturas de apoiadores nos seguintes municípios: Angra dos Reis (RJ), Atibaia (SP), Barbacena (MG), Barra Mansa (RJ), Barra do Piraí (RJ), Belmiro Braga (MG), Belo Horizonte (MG), Bicas (MG), Bom Jardim de Minas (MG), Brasília (DF), Cabo Frio (RJ), Cambuquira (MG), Campinas (SP), Caratinga (MG), Cariacica (ES), Cataguases (MG), Comendador Levy Gasparian (RJ), Conselheiro Lafaiete (MG), Contagem (MG), Coronel Fabriciano (MG), Curitiba (PR), Curvelo (MG), Fortaleza (CE), Florianópolis (SC), Governador Valadares (MG), Guarulhos (SP), Herval D’Oeste (SC), Ilhéus (BA), Ipatinga (MG), Joaçaba (SC), Juiz de Fora (MG), Jundiaí (SP), Lavras (MG), Leopoldina (MG), Lima Duarte (MG), Londrina (PR), Machado (MG), Mariana (MG), Maringá (PR), Matias Barbosa (MG), Mogi das Cruzes (SP), Montes Claros (MG), Muriaé (MG), Muritiba (BA), Natal (RN), Niterói (RJ), Ouro Branco (MG), Ouro Preto (MG), Palhoça (SC), Palma (MG), Paraíba do Sul (RJ), Parati (RJ), Pedro Leopoldo (MG), Petrópolis (RJ), Pirajuí (SP), Poços de Caldas (MG), Porto Alegre (RS), Pouso Alegre (MG), Pouso Alto (MG), Recife (PE), Ribeirão Bonito (SP), Rio de Janeiro (RJ), Rio Claro (SP), Rio Novo (MG), Salvador (BA), Santana do Deserto (MG), Santos Dumont (MG), São Bernardo do Campo (SP), São José do Rio Preto (SP), Santa Rita do Sapucaí (MG), São Gonçalo (RJ), São João Del Rei (MG), São João Nepomuceno (MG), São José do Rio Preto (SP), São Leopoldo (MG), São Paulo (SP), Taubaté (SP), Teresina (PI), Timon (MA), Três Rios (RJ), Ubá (MG), Varginha (MG), Viçosa (MG) e Vila Velha (ES).

Apesar disso, a gestão cultural da cidade, capitaneada pela FUNALFA, que preside o COMPPAC ignora todos os pedidos… A mediocridade deste órgão reina ao desprezar a importância do Cine Excelsior, limitando a cultura local.

Falta vontade política em reverter esse cenário. Nossa luta é pressionar para mudar isso!!! Político só entende as coisas com VONTADE POPULAR!!!
Vamos nos manifestar sobre isso!!!

Pois hoje, a CULTURA DE JUIZ DE FORA está ESTACIONADA

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Cine Excelsior e os tremores sociais [ARTIGO EXCLUSIVO]

Fechado para Reforma

(por Yussef Campos)

O patrimônio cultural é uma área na qual há uma endemia de disputas e conflitos. Sejam eles econômicos, ideológicos, políticos, ou de reivindicações por reconhecimento de cultura(s), diuturnamente podemos observar embates nessa seara.

O cinema Excelsior, localizado no centro de Juiz de Fora, é um exemplo. Inaugurado em 1958, o imóvel que abrigava o cinema está fechado desde a década de 1990. Durante todo esse tempo, inúmeros pedidos de tombamento ou de reconhecimento de interesse cultural foram apresentados ao poder público municipal, com a justificativa pautada não só nos aspectos arquitetônicos, mas como na afirmativa de que o bem se apresenta como referência cultural da cidade.

Indubitavelmente, as reclamações e exigências, quando advindas do grupo social, se apresentam mais legítimas do que a determinação política, de cima para baixo, de declaração de interesse público de algum edifício. A soberania do povo, nesse caso, ofusca a soberania do município.

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