Excelsior em dois momentos

Excelsior em 2 Momentos-01

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Nota de Agradecimento

Agradecimento Final

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Sem Fôlego e sem Foco

O Jornal Tribuna de Minas publicou, em 28 de março de 2013, a matéria “Mesmo fôlego e com foco”, sobre a Audiência Pública em que o Superintendente da FUNALFA esteve na Câmara Municipal de Juiz de Fora na qual apresentou seus planos para o setor em 2013. Reproduzimos abaixo a reportagem, realizada por Júlia Pessoa para o Caderno Dois:

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No dia em que sentir que não posso mais fazer a diferença, volto ao meu lugar de origem. Enquanto isso não acontecer, continuo animado, com fôlego para defender o que estamos construindo coletivamente, apesar dos cabelos brancos.” Foi com essas palavras que o superintendente da Funalfa, Toninho Dutra, respondeu à provocação do vereador Wanderson Castelar (PT), que disse ter tido a impressão de vê-lo desanimado ao apresentar as metas da Funalfa para 2013 ontem à tarde, na Câmara. “Grande parte da minha fala foi sobre orçamento, um assunto com muitas informações e números, isso pode ter pesado. Ou pode ser por causa da minha camisa cinzenta e do dia nublado”, explica, com bom humor, o superintendente.

De fato, muitos números foram apresentados na sessão de ontem. Segundo Toninho, atualmente não há dinheiro para novas demandas, mas a intenção é que o orçamento seja aumentado gradativamente. No momento, a verba municipal destinada à cultura corresponde a quase 1% (aproximadamente R$ 12 milhões) do total do orçamento municipal (cerca de R$ 1, 4 bilhão), e a Funalfa pretende expandir este percentual para 2%. “Só com o carnaval gastamos mais de 10% de nossos recursos. Por esse e outros motivos, é imprescindível que aprovemos o Plano Municipalde Cultura como lei. Na elaboração, os critérios Plano Plurianual (PPA) e Lei Orçamentária Anual (LOA) são coerentes e consonantes com a realidade da administração e o dia a dia da cidade.”

Apresentando as metas da gestão, Toninho ressaltou que a conclusão do Teatro Paschoal Magno está entre as ações prioritárias. Segundo o superintendente, resta a reorganização do processo para a captação de recursos por meio da Lei Rouanet. ” O projeto para a conclusão já foi aprovado, estamos com dificuldades de captação junto à iniciativa privada, mas estamos perto de conseguir a verba necessária.” Toninho adiantou que o prefeito Bruno Siqueira já sinalizou positivamente para a realização de um concurso público para a Funalfa, que atualmente opera com o quadro de funcionários defasado em 44%.

Entre os pontos de ação, foi destacada a ampliação do atendimento dos centros culturais já existentes, como Biblioteca Municipal Murilo Mendes, Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, Centro Cultural Dnar Rocha e Museu Ferroviário.

O superintendente também destacou como metas a acessibilidade nos prédios públicos, valorização os artistas locais, incentivo à leitura por meio de troca de livros e nas bibliotecas públicas e criação de políticas de educação patrimonial. “Precisamos ainda fortalecer nossa ação nos bairros. Reconhecemos que este é um calcanhar de Aquiles, mas a ideia é trabalhar para reverter isso sem levar nada pronto, mas atuando a partir das manifestações culturais que já existem nestes locais.”

Outro foco da Funalfa é o programa “Gente em primeiro lugar”, que atualmente atende seis mil crianças e adolescentes de 62 bairros selecionados na cidade. “Este projeto tem sido a menina dos nossos olhos. Queremos levá-lo a mais bairros porque sabemos que ele atua nos locais que mais precisam e que menos têm acesso à cultura.”

Toninho também destacou a necessidade de atuar junto a outras pastas da Prefeitura no combate à violência na cidade. “Dando resposta a uma demanda popular, toda nossa agenda cultural será voltada para o tema ‘Violência e paz’, buscando lançar provocações para que ele seja debatido. Quem sabe a arte pode ajudar a mudar a situação atual?”, questionou o superintendente, lembrando que a Semana de Arte Moderna de 1922 interferiu de forma significativa no contexto social e cultural da época e de diversas gerações.

A programação de combate à violência terá início no dia 2 de maio, com exposição de diversos artistas locais, como Carlos Bracher, Dnar Rocha e Arlindo Daibert. A iniciativa também prevê um show de cantores locais, com canções que retratem a temática.

Cine Excelsior

Uma das questões mais discutidas pelo público foi a polêmica em torno do tombamento do Cine Excelsior. “Falou-se em preservação do patrimônio, mas nunca fomos chamados à Funalfa para discutir a questão do Cine Excelsior, apesar do clamor popular para que ele seja tombado, com cerca de 1.600 assinaturas recolhidas”, aponta Alessandro Paiva, da Associação Amigos do Cine Excelsior.

Também representando o grupo, o cineasta Franco Groia questionou a ação do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac) em relação ao pedido de tombamento do imóvel. “Em nenhum momento foi feito um estudo histórico-artístico do local. Juiz de Fora tem uma tradição cinematográfica, berço de João Carriço, e o Cine Excelsior está sendo ignorado.” O vereador Roberto Cupolillo (Betão-PT) fez um pedido de informação referente ao projeto.

Em resposta ao grupo, Toninho destacou que os documentos estão abertos à população, e que o Comppac atuou dentro dos rigores da lei. “Não atendemos interesses de terceiros, o processo foi feito com responsabilidade, e este pedido de tombamento já foi negado nove vezes. Isso não pode estar relacionado a alguma falha do Comppac, mas à inviabilidade da solicitação. A Funalfa está, sim, preocupada com a memória do cinema local, prova disso é o fato de o Cine Palace só estar aberto porque a Prefeitura interveio nesta causa, e a Funalfa compra cerca de 37 mil ingressos para exibições escolares. Foi a maneira que encontramos de atuar. Temos limites e estamos cientes deles, mas trabalhamos com lucidez para equilibrá-los.”

Fonte: Tribuna de Minas

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Trabalho da Funalfa é exposto em audiência pública

A audiência pública da tarde desta quarta-feira (27/03) recebeu o Superintendente da Fundação Alfredo Ferreira Lage – Funalfa, Toninho Dutra, que expôs as propostas de gestão relacionadas à cultura no município.

A principal meta de trabalho é a aprovação junto ao Legislativo do Plano Municipal de Cultura como norma jurídica. De acordo com o superintendente o plano deve ser encaminhado a Casa nas próximas semanas. “A elaboração e execução do PPA, da LOA e do Orçamento Municipal deve ser coerente e consonante com a realidade da administração da cidade”, destacou.

Com o orçamento restrito, Toninho falou da importância de discutir o gradativo aumento da verba destinada à cultura. “Propomos que em 10 anos dobre e chegue a 2%”. Dutra destacou que 12% do orçamento da cultura no município são gastos com o carnaval de rua.

O superintendente falou sobre as metas desta administração, entre elas ampliação do atendimento da Biblioteca Murilo Mendes, Centro Cultural Bernardo Mascarenhas e Museu Ferroviário, facilitar a acessibilidade nos prédios públicos, ampliar serviços culturais, direcionar as contrapartidas da Lei Murilo Mendes, valorizar os artistas locais, ampliar e profissionalizar o carnaval, apoiar centros culturais, incentivar leitura através de troca de livros, bibliotecas públicas e desenvolver políticas de educação patrimonial.

Sobre a conclusão do Teatro Paschoal Magno resta a organização do processo para a captação de recursos por meio da Lei Rouanet. A ampliação do programa Gente em Primeiro Lugar também será o foco do trabalho.

Toninho Dutra falou sobre as atividades que este ano serão desenvolvidas com o foco para violência e paz. “Atendendo a indicações a Funalfa aproveitará as comemorações do aniversário da cidade para marcar o início das atividades culturais por uma cultura de paz, que é uma resposta da rede ao avanço da violência”.

Representantes da Associação de Amigos do Cinema Excelsior cobraram o tombamento e defenderam a manutenção do espaço como reflexo da identidade dos juizforanos e de preservação de sua história cultural.

O vereador Roberto Cupolillo (Betão-PT) irá fazer um pedido de informação sobre o pedido de tombamento do Cine Excelsior para esclarecer o processo.

Rodrigo Mattos (PSDB), proponente da audiência, enfatizou o comprometimento do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (COMPPAC) com o patrimônio e a cultura.

Fonte: Câmara Municipal de Juiz de Fora

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Obra do estacionamento avança sobre o Cine Excelsior

Apesar da Ação Popular em curso na justiça, obra do estacionamento avança sobre o Cine Excelsior… e nossa cidade assiste a este triste fim de uma das mais importantes salas de cinema do país.

Foto tirada na manhã desta quinta-feira, dia 17/01/2013.

O Movimento lamenta a morosidade da justiça brasileira, em particular a da 1° Vara da Fazenda do Município de Juiz de Fora, que ainda não julgou pedidos feitos na AÇÃO POPULAR movida contra o indeferimento do pedido de tombamento do Cine Excelsior feito pelo COMPPAC.

Nos últimos dias, uma obra vem acontecendo no interior do imóvel, chamando a atenção dos que ali passam. Nossa maior preocupação é a descaracterização que está sendo feita ali.

Apuramos que os proprietários conseguiram aprovação de projeto de obra para um estacionamento no dia 28 de dezembro (ao apagar das luzes da antiga administração municipal de Custódio de Mattos – marcada pela ignorância do valor cultural do mesmo e que é responsável pela atual situação em que a agonia do antigo cinema se encontra).

Dezenas de pessoas já nos abordaram, mandaram emails e até se manifestaram estarrecidas com o fim do cinema. Nosso Movimento luta pela legalidade de nossa ação e pelo direito constitucional da preservação de nossa cultura.

A destruição e descaracterização do Cine Excelsior só interessa a seus atuais proprietários.

O fato é que aguardamos a posição da atual administração de Bruno Siqueira, que até o momento (desde que assumiu) ainda não recebeu o Movimento para debater possíveis soluções.

Vamos aguardar…

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Agonia de um Cinema: Patrimônio sob Ataque

O Movimento Salvem o Cine Excelsior vem a público, mais uma vez, para expor a agonia que o Cine Excelsior vem passando no último mês, por conta da imperícia e do desleixo de terceiros, incluindo a própria prefeitura (Gestão 2009-2012).

Telhado destruido.

Já havíamos relatado que, no dia 24 de novembro de 2012, objetos tinham caído da construção do empreendimento ROSSI RIO BRANCO CORPORATE (situado à Avenida Barão do Rio Branco n. 1883) sobre o Cine Excelsior, rompendo a estrutura do telhado em vários pontos e resultando em grande acúmulo de água por conta das fortes chuvas dos últimos dias…

Não bastando este fato já descrito, dia 17 de dezembro de 2012, a situação – que já era crítica – se agravou, pois ocorreu novo acidente com a queda de UMA PAREDE INTEIRA do 15º andar da construção do ROSSI RIO BRANCO CORPORATE. Desta vez os estragos tiveram proporções muito maiores que o anterior: destruindo além de parte do telhado e forro do Cinema (onde sobre o mesmo situa-se o interior da belíssima sala), afetou até a área comum e alguns apartamentos do Edifício Excelsior.

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Movimento faz coletiva para a imprensa na OAB-JF

Hoje, dia 29 de novembro de 2012, no auditório da seccional regional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Juiz de Fora, localizado na rua Marechal Deodoro, o Movimento Salvem o Cine Excelsior realizou uma coletiva especial para a imprensa. O objetivo foi detalhar a atual situação em que a questão do cinema se encontra e explicar a nova iniciativa do Movimento: o ingresso de uma Ação Popular contra o COMPPAC e, solidariamente, a Prefeitura de Juiz de Fora.

A Ação Popular, movida nos últimos dias, procura (entre outras coisas) anular a ata que indeferiu o último pedido de tombamento do cinema e visa colocar o poder judiciário como agente ativo no processo de tombamento e desapropriação do imóvel para bem público, uma vez que a maioria dos membros do COMPPAC tem ignorado sistematicamente o interesse cultural no qual o Movimento tem representado de forma ativa e organizada a vontade popular.

A coletiva teve a participação dos lideres do Movimento, os cinestas Franco Groia e Alessandro Driê, além do advogado na lide, o Dr. José Rufino Jr., que falaram sobre o propósito desta ação e a relação da grande importância que o cinema representa para a história do cinema e da cultura de Juiz de Fora e região.

Esta foi uma de muitas atividades que o Movimento pretende a partir de agora realizar no sentido de dirigir uma grande discussão sobre o futuro do espaço e a sua própria organização enquanto entidade de preservação da memória audiovisual da cidade.

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Cine Excelsior: dilemas do espaço que contou história à população de Juiz de Fora

O Cine Excelsior foi inaugurado em 1958 e desperta diferentes discussões na pauta cultural de Juiz de Fora. Após anos de disputa judicial em prol da reabertura do espaço, fechado desde 1994, da luta pelo tombamento ou pela obtenção da Declaração de Interesse Cultural (documento que garantiria que o local seria destinado apenas a eventos culturais) e diante do desinteresse do poder público, o Cine Excelsior encontrava-se em situação precária e caía em gradativo esquecimento até meados de 2011.

Em novembro do ano passado, as poltronas do cinema e o letreiro com os dizeres “fechado para reforma” foram retirados do local. O objetivo dos novos proprietários, que compraram o espaço em 2010, era transformá-lo em um estacionamento rotativo de veículos. Até o momento, as obras estão embargadas pela Prefeitura da cidade por falta de laudos que comprovem a capacidade de o prédio abrigar atividades com esse fim, além de haver preocupação com a circulação de veículos na Avenida Rio Branco.

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O que pensa Bruno Siqueira sobre o Cine Excelsior

Junto ao Questionário, foi enviado o seguinte texto:

“O Cine Excelsior foi um importante cinema de Juiz de Fora, palco de um dos primeiros festivais cinematográficos do país, local de exibição de inúmeros filmes que marcaram época e de encontros de inúmeros juizforanos. Há 18 anos se encontra fechado, sem o apoio do município para a preservação de seu uso, contrariando a vontade popular. Recentemente, o cinema nacional aumentou a produção e consequentemente, o número de espectadores. Há espaço (ou mercado) para novas salas, enquanto a ANCINE (Agência Nacional de Cinema) calculou o seu crescimento de 8% em um ano, projetando o dobro da quantidade atual para 2020. Há ainda um programa federal (o Cinema Perto de Você) destinado a recuperar cinemas antigos, requerendo (dentre outras exigências) a sua autossuficiência por meio de um plano de negócios, e que infelizmente só não contempla a compra do imóvel.”

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a) O candidato Bruno Siqueira, se eleito, preservaria o espaço do Cine Excelsior para a evitar a fragmentação do patrimônio cultural em nossa cidade?

b) O candidato Bruno Siqueira, se eleito, somaria empenho e todos esforços necessários para a efetivar a sua preservação?

RESPOSTA:
– “Toda preservação de espaço cultural é importante para a cidade para a dinamização e desenvolvimento da área. Temos que buscar parcerias, seja governamental ou por meio de parceria público privada para que os espaços tenham seu uso dinamizados com acesso facilitado para  popularizar a cultura em Juiz de Fora. O Cine Excelsior foi importante para a arte e cultura local e a Prefeitura deve ampliar o diálogo para a preservação e a justa utilização desse importante espaço. É preciso promover um amplo debate sobre o espaço, envolvendo os proprietários, a Prefeitura e a classe cultural representada, na busca de soluções viáveis para os interesses envolvidos.”

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Clique abaixo e leia as respostas de cada um dos candidatos

(Clique na imagem para ver a resposta)

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ELEIÇÕES 2012: O que pensam os Candidatos à Prefeitura sobre o Cine Excelsior

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Movimento pergunta aos Candidatos à Prefeitura de Juiz de Fora
o que pensam sobre o futuro do Cine Excelsior
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Nesta última semana, o Movimento Salvem o Cine Excelsior elaborou um breve questionário sobre a questão que envolve o Cinema e o enviou (por e-mail) para todos os candidatos à Prefeito do Município de Juiz de Fora (MG). O envio foi feito diretamente para os emails particulares dos candidatos ou para os da assessoria de campanha. Recebemos as respostas de quase todos os candidatos – a exceção foi a do candidato Custódio Mattos (atual Prefeito) que não enviou qualquer resposta.

Hoje, há uma semana do pleito 2012, publicamos aqui todo o material.

Logo abaixo, estão as respostas recebidas, dispostas em ordem alfabética do nome do candidato, e sem limite de texto (ou seja, o candidato pode responder à vontade).

Desde já, o Movimento Salvem o Cine Excelsior agradece a todos os envolvidos pela participação livre e democrática. Esperamos com isso esclarecer ao eleitor juizforano o verdadeiro entendimento e comprometimento de cada candidatura com o importante espaço cultural que é o Cine Excelsior.

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O que pensa Margarida Salomão sobre o Cine Excelsior

Junto ao Questionário, foi enviado o seguinte texto:

“O Cine Excelsior foi um importante cinema de Juiz de Fora, palco de um dos primeiros festivais cinematográficos do país, local de exibição de inúmeros filmes que marcaram época e de encontros de inúmeros juizforanos. Há 18 anos se encontra fechado, sem o apoio do município para a preservação de seu uso, contrariando a vontade popular. Recentemente, o cinema nacional aumentou a produção e consequentemente, o número de espectadores. Há espaço (ou mercado) para novas salas, enquanto a ANCINE (Agência Nacional de Cinema) calculou o seu crescimento de 8% em um ano, projetando o dobro da quantidade atual para 2020. Há ainda um programa federal (o Cinema Perto de Você) destinado a recuperar cinemas antigos, requerendo (dentre outras exigências) a sua autossuficiência por meio de um plano de negócios, e que infelizmente só não contempla a compra do imóvel.”

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a) A Candidata Margarida Salomão, se eleita, preservaria o espaço do Cine Excelsior para a evitar a fragmentação do patrimônio cultural em nossa cidade?

b) A Candidata Margarida Salomão, se eleita, somaria empenho e todos esforços necessários para a efetivar a sua preservação?

RESPOSTA:
– “Em meu governo, a Cultura será tema de relevante importância, considerado seu papel fundamental na consolidação das políticas sociais, educacionais, de lazer e para a juventude. O investimento cultural contribui com a elevação da auto-estima de um povo, bem como o fortalece como agente de sua história e de suas tradições. No caso específico do Cine Excelsior, vou buscar sim, junto ao Governo Federal, que será um grande parceiro do povo juiz-forano nos próximos anos, maneiras de reestruturá-lo e colocá-lo, novamente, à disposição da nossa população. É inconcebível que o Cine Excelsior, por sua tradição e grandeza, permaneça fechado. O mesmo ocorre com o museu Mariano Procópio, que também não pode permanecer fechado. Vou empenhar todos os esforços para que estes espaços ocupem novamente lugar de destaque em nossa sociedade, fomentando a Cultura em Juiz de Fora.”

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Clique abaixo e leia as respostas de cada um dos candidatos

(Clique na imagem para ver a resposta)

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Tombamento do Cine Excelsior é rejeitado pelo Conselho Municipal

(Reproduzimos matéria da Rádio Catedral de Juiz de Fora, realizada pelo jornalista Raphael Lemos – disponível na íntegra no endereço: http://radiocatedraljf.com.br/site/tombamento-do-cine-excelsior-e-rejeitado-pelo-conselho-municipal/ )

O Cine Excelsior pode estar com sua transformação em estacionamento encaminhada. Isso porque o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac) rejeitou, em reunião realizada na última segunda-feira, o pedido de tombamento proposto pelo Movimento Salvem o Cine Excelsior. Indignado com a decisão, o líder do movimento, o professor universitário Franco Groia, reclamou da falta de comunicação por parte do Conselho.  (escute aqui)

O superintendente da Funalfa, Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage, e presidente do Comppac, Toninho Dutra, defendeu que a decisão do Conselho reafirma pareceres anteriores.  (escute aqui)

Sobre a queixa de que o processo teria sido pouco transparente, o presidente do Comppac, Toninho Dutra, argumentou que não há instrumento legal que obrigue o Conselho a convidar o requerente a participar da reunião. (escute aqui)

Ontem, o líder do Movimento Salvem o Cine Excelsior, Franco Groia, entrou com uma representação no Ministério Público pedindo a verificação de todo o processo.  (escute aqui)

Sobre a representação no Ministério Público, o presidente do Comppac disse não ter sido informado a respeito e alega que não vê necessidade de o Conselho ser apresentado, mas que caso seja solicitada a manifestação do órgão, este irá se posicionar. O Cine Excelsior foi inaugurado em 1958, e está fechado há 18 anos. Os donos tentam transformar o local num estacionamento. As obras já estavam em curso no ano passado, quando foram embargadas pela Prefeitura devido à falta de laudos técnicos.

(*) para ter acesso à Lei Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural clique aqui.

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Moção de Repúdio

A Câmara aprovou ontem uma Moção de Repúdio dos vereadores Flávio Cheker (PT) e Roberto Cupolillo (PT), subscrita por José Sóter Figueirôa (PMDB), à decisão do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac), tomada no último dia 11, de recusar, pela nona vez, a tentativa de tombamento ou declaração de bem de interesse cultural para o Cine Excelsior. “Atestamos a importância do surgimento e da manutenção de centros culturais de relevância para a comunidade. O tombamento do Cine Excelsior e sua liberação para uso estritamente cultural poderia proporcionar a Juiz de Fora um centro de cultura e agregamento de novas manifestações culturais”, defenderam.

(Fonte: Jornal Tribuna de Minas, de 30 de junho de 2012)

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“Carta de Ouro Preto” reforça o pedido de tombamento do Cine Excelsior a pedido da Associação Curta Minas (ABD-MG)

CARTA DE OURO PRETO – 2012

As entidades e os profissionais de preservação audiovisual, a comunidade acadêmica de cinema, audiovisual, arquivologia e educação, e os demais participantes do Encontro de Acervos e Arquivos Audiovisuais Brasileiros, realizado na 7ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto, no período de 20 a 25 de junho de 2012, vêm através deste documento reafirmar seu compromisso com o patrimônio audiovisual brasileiro, sua preservação e difusão junto à sociedade brasileira e mundial.

Entendendo a preservação audiovisual como um dos instrumentos mais importantes de nosso tempo para a construção da cidadania e da cultura, os presentes ao Encontro trocaram informações, perspectivas, pontos de vista e experiências que mais uma vez indicaram a importância deste Fórum e o valor da participação democrática como ferramenta para uma sociedade justa e culturalmente desenvolvida.

O Encontro abordou questões das mais variadas ordens e dimensões que indicaram mais uma vez como inadiável a formulação de um Plano Nacional de Preservação Audiovisual. Desdobrando este objetivo em ações mais imediatas, seus participantes propõem o estreitamento das relações entre o setor e diferentes instâncias de mediação e execução de tarefas de preservação audiovisual, em nível nacional e internacional.

Entre as medidas mais significativas e urgentes estão:

– a abertura de um diálogo franco e democrático com o poder público brasileiro, visando a formulação conjunta de ações que atendam as instituições, os acervos e o acesso a eles, dentro de um marco de cultura democrática que perpassa a sociedade brasileira atual;
– a formalização do campo da preservação audiovisual como um saber específico, uma profissão particular – iniciando a luta pelo reconhecimento da categoria junto às instâncias reguladoras do trabalho no País – e uma ação necessária à constituição do patrimônio cultural brasileiro;
– a promoção de uma formação técnica e acadêmica sistematizada, completa e contínua, como requisito a um aumento da qualidade dos serviços de preservação audiovisual, ao trabalho realizado dentro de parâmetros éticos e profissionais rigorosos e à difusão de uma cultura brasileira da preservação audiovisual de natureza plural e democrática;
– e o estreitamento das relações e ações mútuas com o campo da educação, refletindo a inserção do audiovisual na vida cotidiana dos cidadãos, em especial crianças e jovens, a apresentação regular de obras audiovisuais na escola e a necessidade de formulação de políticas e práticas adequadas de uso desse conteúdo como elemento formador do sujeito e da cidadania, ressaltando-se a função da preservação audiovisual dentro desse processo.

O Encontro reforça ainda o apoio à manutenção do tombamento do Cinema Excelsior de Juiz de Fora, MG, endossando a mobilização para sua preservação, dentro de um marco que não descaracterize sua origem como espaço dedicado ao audiovisual, sem prejuízo de novas atividades culturais.

Reitera também a necessidade de conclusão do projeto de constituição e abertura da Cinemateca Capitólio de Porto Alegre, RS, como espaço de preservação do patrimônio audiovisual gaúcho e brasileiro.

Os profissionais da preservação audiovisual, assim como os demais cidadãos comprometidos com a preservação do patrimônio audiovisual brasileiro, presentes à 7ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto, ressaltam a importância, a continuidade e a promoção anual do Encontro, espaço fundamental para troca de ideias e formulação de ações, e o compromisso com a salvaguarda e difusão da obra audiovisual brasileira de qualquer época, suporte e origem.

Ouro Preto, 25 de junho de 2012.

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CES ENTREVISTA com Franco Groia

Devido à grande repercussão da luta pela preservação de um dos principais patrimônios do audiovisual de Juiz e Fora, o Cine Excelsior, um dos líderes do Movimento Salvem o Cine Excelsior, o cineasta e professor universitário Franco Groia foi convidado a conceder uma entrevista ao programa CES ENTREVISTA.

Trabalho realizado dentro do curso de jornalismo, na disciplina Laboratório de Produção Jornalística em TV 3, sob orientação da Prof. Fred Belcavello, o CES ENTREVISTA é um programa on-line, que pode ser integralmente acessado num canal próprio criado no Youtube.

Assista, logo abaixo, o primeiro Bloco do programa:

Assista, logo abaixo, o Bloco final do programa:

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