Cine Excelsior: 56 Anos

UMA DATA PARA COMEMORAR O DESCASO, A INÉRCIA E O ABANDONO?

 

Hoje é a data em que o Cine Excelsior completa 56 anos passados a sua primeira exibição pública. Desde aquele 8 de fevereiro de 1958 foram muitos os momentos marcantes e emocionantes na vida de milhares de espectadores e períodos enaltecedores, que elevaram o nome da cidade a nível nacional da cultura cinematográfica. Mas, infelizmente, não teremos o prazer de parar para contabilizar o progresso e avanço tecnológico pelo qual deveria passar o antigo e majestoso cinema.

Lamentavelmente hoje temos a incômoda pergunta, e esperamos que talvez os responsáveis por tal quadro, como os conselhos e órgãos públicos municipais, em particular o COMPPAC e a FUNALFA, possam responder a seguinte pergunta: HOJE É UMA DATA PARA COMEMORAR O DESCASO, A INÉRCIA E O ABANDONO?

Sempre que uma foto do Cine Excelsior é compartilhada nas redes sociais, lemos os lamentos e testemunhos de dezenas de internautas, provas de que ele era o melhor de seu tempo e vemos que, hoje, já poderia estar aberto e funcionando, a exemplo do Cine Belas Artes em São Paulo, depois de pouco mais de um ano fechado, será reaberto em três meses após assinatura de acordo com a Caixa Econômica Federal. Enquanto isso, Juiz de Fora permanece parada no tempo.

A Associação de Amigos do Cine Excelsior permanece vigilante, de olho na ação popular que ainda corre nos tribunais e continuamos na luta para que o Cine Excelsior volte a funcionar.

Assim como não deixamos passar a data do aniversário da primeira exibição pública em branco. Apesar de tudo, parabéns, Cine Excelsior!

 

Excelsior-02imagem: Maria do Resguardo

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Rumos da FUNALFA até 2016 em debate na Câmara

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Trabalho da Funalfa é exposto em audiência pública

A audiência pública da tarde desta quarta-feira (27/03) recebeu o Superintendente da Fundação Alfredo Ferreira Lage – Funalfa, Toninho Dutra, que expôs as propostas de gestão relacionadas à cultura no município.

A principal meta de trabalho é a aprovação junto ao Legislativo do Plano Municipal de Cultura como norma jurídica. De acordo com o superintendente o plano deve ser encaminhado a Casa nas próximas semanas. “A elaboração e execução do PPA, da LOA e do Orçamento Municipal deve ser coerente e consonante com a realidade da administração da cidade”, destacou.

Com o orçamento restrito, Toninho falou da importância de discutir o gradativo aumento da verba destinada à cultura. “Propomos que em 10 anos dobre e chegue a 2%”. Dutra destacou que 12% do orçamento da cultura no município são gastos com o carnaval de rua.

O superintendente falou sobre as metas desta administração, entre elas ampliação do atendimento da Biblioteca Murilo Mendes, Centro Cultural Bernardo Mascarenhas e Museu Ferroviário, facilitar a acessibilidade nos prédios públicos, ampliar serviços culturais, direcionar as contrapartidas da Lei Murilo Mendes, valorizar os artistas locais, ampliar e profissionalizar o carnaval, apoiar centros culturais, incentivar leitura através de troca de livros, bibliotecas públicas e desenvolver políticas de educação patrimonial.

Sobre a conclusão do Teatro Paschoal Magno resta a organização do processo para a captação de recursos por meio da Lei Rouanet. A ampliação do programa Gente em Primeiro Lugar também será o foco do trabalho.

Toninho Dutra falou sobre as atividades que este ano serão desenvolvidas com o foco para violência e paz. “Atendendo a indicações a Funalfa aproveitará as comemorações do aniversário da cidade para marcar o início das atividades culturais por uma cultura de paz, que é uma resposta da rede ao avanço da violência”.

Representantes da Associação de Amigos do Cinema Excelsior cobraram o tombamento e defenderam a manutenção do espaço como reflexo da identidade dos juizforanos e de preservação de sua história cultural.

O vereador Roberto Cupolillo (Betão-PT) irá fazer um pedido de informação sobre o pedido de tombamento do Cine Excelsior para esclarecer o processo.

Rodrigo Mattos (PSDB), proponente da audiência, enfatizou o comprometimento do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (COMPPAC) com o patrimônio e a cultura.

Fonte: Câmara Municipal de Juiz de Fora

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