Amigos do Cine Excelsior

escrevendo cartaRecebemos este texto, escrito por Roberto Groia (Advogado e Escritor – Membro da Academia Juizforana de Letras), cuja reprodução integral fazemos abaixo:

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Acompanho este movimento desde o seu inicio, com muito interesse.

É um movimento cidadão, pautado pelo bom gosto cultural e enxertado de ideologia cívica, genuína ao apego que se tem pelas causas honestas e de bom tom, com o juízo predominando o seu curso. Causas necessárias, pontuais, cujo objetivo é a convicção de que algo não vai bem dentro da sociedade em que se delimitam os caminhos do bom senso, no caso, a nossa urbanidade.

Pois bem, o movimento, muito bem articulado, evoca a manifestação para que seja preservado um patrimônio cultural, definitivamente marcado na memória da cidade, durante décadas, com um brilho admirável, irretocável portanto. O magnífico Cine Excelsior!

Ao se ter acesso ao “blog” do movimento, deparamos com um somatório de incredulidades jamais pensadas, pois que a mutilação de um espaço cultural é, de princípio, inadmissível em qualquer local civilizado, quanto mais quando acontece na nossa cidade, humilhando o nosso prazer e querer ver progresso e memória nos abraçando, ao invés, ver o orgulho e a conquista serem vilipendiados de uma maneira cruel, insana.

As administrações municipais não foram conscientes e não tiveram respeito com a causa que o movimento realça; é nítida a incoerência de atitudes que não observaram o apego evidente que o Movimento coloca à tona, quando de sua criação e divulgação; fica claro que jamais houve empenho para dar solução à uma reivindicação tão justa quanto ao delatado pelo movimento.

Observa-se o despropósito politiqueiro que olvidou o óbvio, qual seja a manutenção de um espaço cultural do nível de um Cine Excelsior, até chegar-se ao ponto de vê-lo transformado em um estacionamento, misteriosamente transformado para tal fim, para o espanto dos transeuntes e demais pessoas que não entendem nem concebem uma obra tão sinistra perante o que era.

A falta de transparência na aquisição do imóvel para terceiros que definitivamente não são do ramo da cultura, deixa evidenciado que houve articulações de bastidores na obtenção de alvarás e afins, fato que consta de ações judiciais a serem julgadas, ações estas propostas pelo movimento “Salvem o Cinema Excelsior”. Por outra, causa estranheza que nenhum vizinho ao redor do prédio onde fica o cinema, tenha sido consultado, uma mudança feita às escondidas como uma coisa proibida e malsã, na calada da noite, sorrateira e por que não medrosa?

Não há vergonha alguma que os proprietários atuais não sejam afetos à cultura. Claro que não, ao observar-se que a ambição, a cobiça e a ganância, não fazem parte deste clã de fariseus, sem o mínimo glamour e estirpe para entregar-se ao mundo da realeza! Se são ricos, deveriam saber que a riqueza advém de outras fontes que não só o dinheiro explica, visto que ele é uma mazela adquirida através de muita injustiça e “espezinhamento” pelos caminhos que percorrem os marajás!

Porém o movimento está aí. Poder-se-ia dizer que ele nasceu vitorioso pela astúcia de vir a público demonstrar seu potencial em expor história, passado, memória e principalmente lutar pelo que, a quem cabia obstar esse desastre negocial, sequer se defendesse de suas posições sobre o assunto, sequer dessa satisfação à cidade e aos seus cidadãos, que essa obra é vergonhosa o que prova que a questão está nublada de esclarecimentos plausíveis.

Todo movimento como o em questão, possui vida, seu conteúdo é verdade, sua expressão condiz com a paixão que possuem os autênticos líderes.

Resta saber até quando o poder econômico vai imperar em suas manifestações de poder, na contra mão do empreendedorismo sincero e útil a todos. O movimento do passe livre está aí para dar a resposta.

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Movimento faz coletiva para a imprensa na OAB-JF

Hoje, dia 29 de novembro de 2012, no auditório da seccional regional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Juiz de Fora, localizado na rua Marechal Deodoro, o Movimento Salvem o Cine Excelsior realizou uma coletiva especial para a imprensa. O objetivo foi detalhar a atual situação em que a questão do cinema se encontra e explicar a nova iniciativa do Movimento: o ingresso de uma Ação Popular contra o COMPPAC e, solidariamente, a Prefeitura de Juiz de Fora.

A Ação Popular, movida nos últimos dias, procura (entre outras coisas) anular a ata que indeferiu o último pedido de tombamento do cinema e visa colocar o poder judiciário como agente ativo no processo de tombamento e desapropriação do imóvel para bem público, uma vez que a maioria dos membros do COMPPAC tem ignorado sistematicamente o interesse cultural no qual o Movimento tem representado de forma ativa e organizada a vontade popular.

A coletiva teve a participação dos lideres do Movimento, os cinestas Franco Groia e Alessandro Driê, além do advogado na lide, o Dr. José Rufino Jr., que falaram sobre o propósito desta ação e a relação da grande importância que o cinema representa para a história do cinema e da cultura de Juiz de Fora e região.

Esta foi uma de muitas atividades que o Movimento pretende a partir de agora realizar no sentido de dirigir uma grande discussão sobre o futuro do espaço e a sua própria organização enquanto entidade de preservação da memória audiovisual da cidade.

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Cine Excelsior: dilemas do espaço que contou história à população de Juiz de Fora

O Cine Excelsior foi inaugurado em 1958 e desperta diferentes discussões na pauta cultural de Juiz de Fora. Após anos de disputa judicial em prol da reabertura do espaço, fechado desde 1994, da luta pelo tombamento ou pela obtenção da Declaração de Interesse Cultural (documento que garantiria que o local seria destinado apenas a eventos culturais) e diante do desinteresse do poder público, o Cine Excelsior encontrava-se em situação precária e caía em gradativo esquecimento até meados de 2011.

Em novembro do ano passado, as poltronas do cinema e o letreiro com os dizeres “fechado para reforma” foram retirados do local. O objetivo dos novos proprietários, que compraram o espaço em 2010, era transformá-lo em um estacionamento rotativo de veículos. Até o momento, as obras estão embargadas pela Prefeitura da cidade por falta de laudos que comprovem a capacidade de o prédio abrigar atividades com esse fim, além de haver preocupação com a circulação de veículos na Avenida Rio Branco.

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Tombamento do Cine Excelsior é rejeitado pelo Conselho Municipal

(Reproduzimos matéria da Rádio Catedral de Juiz de Fora, realizada pelo jornalista Raphael Lemos – disponível na íntegra no endereço: http://radiocatedraljf.com.br/site/tombamento-do-cine-excelsior-e-rejeitado-pelo-conselho-municipal/ )

O Cine Excelsior pode estar com sua transformação em estacionamento encaminhada. Isso porque o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac) rejeitou, em reunião realizada na última segunda-feira, o pedido de tombamento proposto pelo Movimento Salvem o Cine Excelsior. Indignado com a decisão, o líder do movimento, o professor universitário Franco Groia, reclamou da falta de comunicação por parte do Conselho.  (escute aqui)

O superintendente da Funalfa, Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage, e presidente do Comppac, Toninho Dutra, defendeu que a decisão do Conselho reafirma pareceres anteriores.  (escute aqui)

Sobre a queixa de que o processo teria sido pouco transparente, o presidente do Comppac, Toninho Dutra, argumentou que não há instrumento legal que obrigue o Conselho a convidar o requerente a participar da reunião. (escute aqui)

Ontem, o líder do Movimento Salvem o Cine Excelsior, Franco Groia, entrou com uma representação no Ministério Público pedindo a verificação de todo o processo.  (escute aqui)

Sobre a representação no Ministério Público, o presidente do Comppac disse não ter sido informado a respeito e alega que não vê necessidade de o Conselho ser apresentado, mas que caso seja solicitada a manifestação do órgão, este irá se posicionar. O Cine Excelsior foi inaugurado em 1958, e está fechado há 18 anos. Os donos tentam transformar o local num estacionamento. As obras já estavam em curso no ano passado, quando foram embargadas pela Prefeitura devido à falta de laudos técnicos.

(*) para ter acesso à Lei Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural clique aqui.

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CES ENTREVISTA com Franco Groia

Devido à grande repercussão da luta pela preservação de um dos principais patrimônios do audiovisual de Juiz e Fora, o Cine Excelsior, um dos líderes do Movimento Salvem o Cine Excelsior, o cineasta e professor universitário Franco Groia foi convidado a conceder uma entrevista ao programa CES ENTREVISTA.

Trabalho realizado dentro do curso de jornalismo, na disciplina Laboratório de Produção Jornalística em TV 3, sob orientação da Prof. Fred Belcavello, o CES ENTREVISTA é um programa on-line, que pode ser integralmente acessado num canal próprio criado no Youtube.

Assista, logo abaixo, o primeiro Bloco do programa:

Assista, logo abaixo, o Bloco final do programa:

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Obras no Excelsior quase Suspensas

Matéria publicada no jornal Tribuna de Minas, de 30 de dezembro de 2011.

A campanha “Salvem o Cine Excelsior” continua em busca de soluções para o resgate do perfil cultural do imóvel. Segundo o cineasta Franco Groia, que capitaneia o movimento ao lado do arquiteto Alessandro Driê e do coletivo Sem Paredes, o site oficial da iniciativa (www.cinemaexcelsior.com.br) já reúne mais de 1.300 acessos únicos. Groia informa ainda que condomínio do prédio onde fica o cinema entrou com ação na Justiça contra o proprietário do espaço, mas aguarda o término do recesso dos órgãos competentes.

De acordo com a assessoria da Secretaria de Atividades Urbanas (SAU), as obras no Excelsior estão parcialmente suspensas. A fim de que o Habite-se seja futuramente liberado pela Prefeitura, foi solicitada uma série de providências, como projetos e laudos técnicos. A assessoria explica que tais documentações exigidas referem-se, principalmente, aos cuidados necessários por conta da intensa circulação de carros próxima ao prédio, localizado na Avenida Rio Branco. Por ser tratar de um projeto para estacionamento, também são essenciais estudos que comprovem a capacidade do piso de suportar um grande número de veículos. Outras ações, como intervenções em banheiros, continuam liberadas.

Segundo Franco Groia, essa suspensão parcial significa uma abertura para o diálogo com o poder público sobre a destinação do Excelsior.

(Fonte: Jornal Tribuna de Minas)

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Cineasta e vereador falam sobre preservação do Cine Excelsior

O cineasta Franco Groia, um dos coordenadores do Movimento Salvem o Cine Excelsior, e o Vereador Flávio Cheker (PT) falam sobre preservação do Cine Excelsior para reportagem do Jornal da Rede Minas, da TVE Juiz de Fora, afiliada da Rede Minas em Juiz de Fora e Zona da Mata.

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