Conforto no cinema

O Cine Excelsior foi mencionado na matéria sobre projeto de lei que regulamenta cadeiras numeradas em cinema. A publicação foi feita pela Tribuna de Minas em 26 de setembro de 2013.

 

Projeto de cadeira numerada é discutido na Câmara Municipal

Por MARISA LOURES

Realidade em algumas cidades do país, como Belo Horizonte, a obrigatoriedade da venda de cadeiras numeradas nos cinemas de Juiz de Fora é assunto de discussão na Câmara Municipal. De autoria do vereador Jucelio Maria (PSB), o projeto de lei foi apresentado aos parlamentares, pela primeira vez, em março deste ano, e retornou ao plenário ontem. Se aprovado, os ingressos vendidos deverão conter a fila e o número da cadeira escolhida pelo cliente no ato da compra, não podendo os estabelecimentos cobrarem preços diferenciados pelo local da poltrona. Quem descumprir a norma estará sujeito a advertência, multa de 200 vezes o valor da entrada ou o dobro disso, caso seja reincidente. Em enquete realizada ontem no site da Tribuna e publicada na edição de hoje, 61% se mostraram contrários ao projeto.

A proposta deve voltar a ser discutida nesta quinta ou sexta-feira, segundo informou Jucelio, e está com sua tramitação paralisada por vistas pedidas por Wagner de Oliveira (PR). Também já pediram vistas os parlamentares Roberto Cupolillo (Betão, PT) e Noraldino Junior (PSC). “O objetivo é proporcionar mais conforto e bem-estar ao consumidor, que vai poder garantir seu lugar na sala com antecedência, comprando através da internet ou no próprio guichê. Além de acabar com as filas intermináveis, vai evitar conflitos e discussões. O cliente ainda poderá aproveitar o espaço, no caso do shopping, para poder realizar outras atividades enquanto aguarda o filme começar”, defende Jucelio.

De acordo com o parlamentar, a proposição foi elaborada com o auxílio de internautas por meio das redes sociais. “Toda mudança e qualquer forma de civilizar ou disciplinar causa estranhamento, mas é uma ideia que tem dado certo em muitas partes do Brasil e do mundo. O que, inicialmente, parece dificuldade, com o tempo vai significar tranquilidade.”

Consequência para os envolvidos

Gerente de operações da Cinemais, responsável pela cinco salas de cinema do Alameda, Olavo Neto diz que a lei traz benefícios, mas também desvantagens para o consumidor, já que pode interferir nos horários de programação dos filmes. Conforme o gerente, em municípios, como Uberlândia, não existe lei que obrigue a numeração, mas a rede já aplica a medida. “Pode ocorrer atraso nas sessões. As pessoas se confundem, acabam sentando no lugar do outro. Isso dificulta um pouco a acomodação, causa alguns transtornos, mas não é nada impossível de ser coordenado”, diz Neto, explicando que a empresa está pronta para seguir a lei, caso ela seja aprovada aqui na cidade. “As cadeiras têm o local para colocarmos a numeração. O mais difícil é o software que controla, e nós já temos um pronto”, assegura.

Embora nunca tenha tido problema para conseguir o melhor lugar no cinema, o professor da Universidade Federal de Juiz de Fora e um dos organizadores do Primeiro Plano – Festival de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades, Nilson Alvarenga já teve a experiência de assistir a produções em São Paulo e aprova a iniciativa. “Acho muito bom saber que tenho meu lugar garantido. Claro que muitos vão chegar de última hora e encontrar poucas cadeiras disponíveis, mas se a gente se programar a ideia é muito boa”, opina, ponderando que, em Juiz de Fora, talvez, a medida não traga tantos impactos. “Por aqui, é mais uma questão de escolha. As salas não ficam tão lotadas. Faria diferença em dias de filmes mais concorridos. Porém é razoável pensar nisso, evitaria correria de última hora.”

Na visão de Doroti Mira, pintora que reside em Juiz de Fora há 28 anos, levando em consideração o que é oferecido pelos cinemas daqui, existem questões que merecem estar na ordem de prioridade. “Essa discussão é vazia. Há dias que vou ao cinema, e não tem mais ninguém. A cidade não tem público. Deveriam pensar no Cine Excelsior, que é mais importante.”

Para Adhemar de Oliveira, diretor de programação do Palace, independentemente de aprovação da lei, é preciso ouvir o espectador. “Atuo em locais que têm a obrigatoriedade e em outros que não. Vai muito da plateia. Enquanto operador, isso é indiferente. Ouço falar que a medida tira aquela coisa do impulso, o cinema começa a virar coisa planejada como o teatro. Raramente você decide ver um espetáculo de última hora”, comenta.

Fonte: Tribuna de Minas

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Fechado há 14 anos, Cine Brasil será reaberto como centro cultural

Matéria publicada no jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, sobre a reabertura do Cine Theatro Brasil. Enquanto a capital do estado dá o exemplo, Juiz de Fora menospreza o a história do audiovisual local.

Novo Cine Theatro Brasil-03

Bruno Moreno

As cortinas ainda não se abriram, mas os tapumes que cercavam o Cine Theatro Brasil, na Praça 7, Centro da capital, foram retirados na manhã de terça-feira (10). Com toda a fachada à mostra, falta pouco para os belo-horizontinos conferirem como ficou a reconstrução do último cinema de rua tradicional da cidade.

A ansiedade vai durar pouco menos de um mês. Em 8 de outubro, as portas serão abertas ao público com a exposição Guerra e Paz, de Candido Portinari, composta por dois imensos painéis de 140 m² cada (10 metros de largura x 14 metros de altura), expostos no palco principal.

Juntas, as peças pesam mais de uma tonelada. A dimensão equivale quase ao dobro de um apartamento de dois quartos. Pelo tamanho majestoso, o palco do Cine Theatro Brasil, com 22 metros de pé direito, foi o único espaço em Belo Horizonte selecionado pela curadoria da exposição para recebê-la.

Além dos painéis, serão apresentadas obras de arte relacionadas ao tema, assim como estudos feitos por Portinari, na década de 50, para compor as telas. Esse “complemento” será exposto em um novo salão, construído acima do antigo telhado do prédio, graças a tubos de aço.

Toda a estrutura foi feita pela siderúrgica Vallourec. Por meio da Fundação Sidertube, mantida pela empresa e dona do prédio, foram investidos R$ 53 milhões na reconstrução, sendo R$ 29 milhões da Lei Federal de Incentivo à Cultura e R$ 24 milhões próprios.

A obra começou em 2007 e a inauguração foi adiada diversas vezes. Dentre os motivos estão o detalhamento exigido para a reconstrução e algumas “surpresas” – uma delas no teatro principal, onde estão as pinturas geométricas do artista plástico italiano Ângelo Biggi. Entretanto, para encontrá-las foi preciso raspar até cinco camadas de tinta.

Hora marcada

A exposição ficará aberta até 24 de novembro, com entrada gratuita, entre 10 e 19 horas. Os visitantes serão guiados em grupos, a cada hora.
A programação começa com a exibição de um filme no grande teatro. Em seguida, serão apresentados os painéis. Na sequência, o grupo subirá ao novo salão, onde estarão os estudos de Portinari e outras obras relacionadas ao tema.

As telas gigantes foram pintadas a pedido da Organização das Nações Unidas (ONU), entre 1952 e 1956, e instaladas no hall da sede, em Nova Iorque, nos Estados Unidos.

Em 2010, durante uma reforma no espaço, as obras vieram excursionar no Brasil pela primeira vez. Já passaram pelo Rio de Janeiro e por São Paulo. No ano que vem, deverão voltar aos EUA.

Fonte: Hoje em Dia

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Cine Theatro Brasil retorna repaginado

Enquanto Juiz de Fora caminha cada vez mais rumo ao passado, Belo Horizonte recupera os seus espaços cinematográficos e de disseminação da Cultura, reabrindo o Cine Theatro Brasil. Matéria publicada no jornal O Tempo, de Belo Horizonte, em 11 de setembro de 2013.

Novo Cine Theatro Brasil-02

Espaço integra a Virada Cultural exibindo filme na rua

Carlos Andrei Siquara

Após seis anos em reforma, o Cine Theatro Brasil, localizado na praça Sete, teve a sua área externa liberada ontem de manhã, com a retirada dos tapumes que acompanharam o longo processo de restauração orçado em R$ 53 milhões.

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Manifestantes se organizam para reinvindicar exigências a vereadores e prefeito

Matéria publicada no Diário Regional de 25 de junho de 2013.

(Clique na imagem para ampliar)

DR 25-06-2013

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Manifestantes esperam resposta até quinta

Matéria publicada na Tribuna de Minas de 25 de junho de 2013. O Movimento “Salvem o Cine Excelsior” esteve presente na Câmara Municipal junto aos manifestantes.

Documento foi entregue à PJF e Câmara. Executivo afirma que algumas das propostas já fazem parte da ‘rotina de ações implementadas’

Por Renato Salles

Cerca de cem manifestantes ocuparam as dependências da Câmara

Cerca de cem manifestantes ocuparam as dependências da Câmara

As manifestações do movimento conhecido como “Junta Brasil” chegaram à Câmara Municipal na tarde desta segunda-feira (24), quando uma comissão formada por nove pessoas entregou um documento ao presidente do Legislativo, Julio Gasparette (PMDB), e ao secretário do Governo Bruno Siqueira (PMDB), José Sóter de Figueirôa, que representou o Executivo em audiência pública realizada momentos antes do encontro com os manifestantes. Composta por quatro itens principais, a relação é encabeçada por pedidos referentes ao sistema de transporte público urbano, como a redução da tarifas e a celeridade na realização de processo licitatório para o serviço. O documento reivindica ainda a redução de vencimentos e benefícios de vereadores e prefeito, a retirada de tramitação e veto do prefeito Bruno Siqueira (PMDB) aos projetos de lei que alteraram as leis de edificações e de uso e ocupação do solo e a retomada das obras do Hospital Regional da Zona da Mata. Segundo a carta, o grupo aguarda posição oficial do Município e do Parlamento em três dias úteis. O prazo se encerra quinta-feira, quando novo ato público deve acontecer nas ruas da cidade.

No início da noite, a Prefeitura reiterou o respeito às manifestações pacíficas que acontecem na cidade desde a semana passada. Em nota, a PJF afirmou que “alguns pontos destacados pelo movimento já fazem parte da rotina de ações implementadas pela Administração.” Sobre o transporte coletivo, afirma que o reajuste anual que aconteceria em julho, influenciado por aumentos dos combustíveis e recomposição salarial dos profissionais do setor, tornou-se desnecessário no momento, após desonerações tributárias concedidas pelo Governo federal. “Cabe explicar que os municípios que estão diminuindo a tarifa já tinham praticado o reajuste nos meses anteriores, o que não é o caso de Juiz de Fora.”

O Executivo declarou ainda que está trabalhando para realizar a licitação do transporte urbano. Uma portaria publicada nesta segunda oficializou a comissão especial para acompanhar a concorrência iniciada pelo ex-prefeito Custódio Mattos (PSDB), parada no Tribunal de Contas do Estado (TCE), e buscar alternativas caso o processo não possa ser retomado. “Outros temas abordados também já estão sendo executados, como a homologação da nova licitação do Hospital Regional na última semana”, diz a nota. Uma decisão de Bruno sobre o projeto que altera o uso e ocupação do solo é esperada para esta semana.

 

Plano Diretor

A Câmara também se mobilizou no sentido de dar as primeiras respostas às reivindicações. Nesta segunda, o presidente do Legislativo anunciou a formação de comissão especial para intensificar os debates sobre a revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Municipal, que englobaria as discussões a respeita das alterações na lei de edificações e de uso e ocupação do solo, como as que tramitam na Casa. O grupo será formado por José Márcio (PV), Vagner de Oliveira (PR) e Roberto Cupolillo (Betão, PT). Gasparette também convocou para esta quarta uma reunião entre os vereadores para avaliar os pedidos dos manifestantes. “O povo tem o direito de reivindicar melhorias, e os vereadores reconhecem a legitimidade do movimento. Vários pontos abordados pelos manifestantes estão na pauta de discussões do Legislativo”, diz nota oficial assinada por Gasparette.

Com quatro horas de duração, entre 14h e 18h, a manifestação desta segunda levou um número menor de pessoas às ruas, quando comparada com os três atos anteriores. A estimativa da Polícia Militar (PM) e de integrantes da ação é de que cerca de 200 manifestantes fizeram parte do protesto e que aproximadamente cem ocuparam as dependências da Câmara. Mais uma vez, a movimentação ocorreu de forma pacífica e foi monitorada por 84 policiais. Como o grupo se manteve nas imediações do Palácio Barbosa Lima, o trânsito nas vias da cidade não chegou a ser comprometido.

Fonte: Tribuna de Minas

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O Patrimônio Estacionado

Matéria publicada n’O Estandarte, em 24 de junho de 2013.

 

Cine Excelsior vira estacionamento e é suspendido de funcionar

Por Natália Lima

Cine Excelsior vira novo estacionamento para cidade Créditos: Blog Cinema ExcelsiorNa última sexta-feira, 21 de junho, por decisão da justiça, do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e intermédio do Movimento Salvem o Cine Excelsior o estacionamento foi fechado provisoriamente, porque continha  irregularidades em sua construção e  inadequações  de segurança, o que nos comprova a força das organizações em massa e a negligência dos empreendedores  no cumprimento das leis.

O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac) vinculado à Fundação Cultural Ferreira Lage (FUNALFA) propõe-se em proteger o patrimônio cultural da cidade, porém depois de terem analisado o processo por nove vezes  não viram a necessidade do espaço ser tombado, deste modo, o fim do  Cine Excelsior  resultou em um conflito que de um lado está a ação dos empreendedores quais visam a urbanização, o crescimento econômico e o progresso, e de outro os ambientalistas, os cineastas, os históricos, arquitetos, e os turismólogos,  quais desejam a preservação da memória arquitetônica do município e a utilização do espaço para  a cultura e educação.

 Em 2013, mais de 80 solicitações de demolições foram protocolados pelo Comppac, confirmando  que os nossos patrimônios estão sendo destruídos para ceder lugar a  prédios  e a lucratividade.

 O descaso vigente  com  a  transformação do Cine Excelsior em estacionamento, nos  alerta para o  déficit na política, a qual  só conquistará a legitimidade e veridicidade com a população  quando defender e preservar  nossos valores, nossa cultura e nossa tradição. Contudo, será que a política de Preservação do Patrimônio Cultural de Juiz de Fora é ativa e eficisente?

Atualmente, tornou-se um grande desafio  preservar os patrimônios culturais,  porque   investir em comércio é mais atraente para os donos de propriedade privada. Portanto, resguardar estes monumentos, requer uma política pública de Preservação do Patrimônio Cultural que seja mais eficaz, para que a história  de Juiz de Fora  não vire  poeira, ou que fique lembrada apenas pela memória, pelas fotografias e pinturas, e  muito menos que seja paulatinamente esquecida. De tal modo, o fechamento do estacionamento faz reavivar  a reversão do indeferimento do tombamento votado pelo Comppac e a esperança de que poderemos ver o Cine Excelsior como promotor de cultura e entretenimento conforme almeja o Movimento Salvem o Cine Excelsior.

Créditos: Facebook Cine Excelsior

Fonte: O Estandarte

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Lista de reivindicações será entregue a Bruno

O Tombamento do Cine Excelsior foi pedido pelas ruas, e reforçado dentro do atual momento de reinvindicações. O grifo no texto abaixo, é nosso, da matéria publicada no jornal Tribuna de Minas, de 23 de junho de 2013.

AssembleiaManifestantes voltaram a ocupar as ruas de Juiz de Fora ontem, em mais um ato pacífico e sem registros de violência. Por cerca de duas horas, o grupo percorreu as vias centrais, passando pela Rua Halfeld e avenidas Getúlio Vargas, Itamar Franco e Rio Branco até retornar ao Parque Halfeld, onde a ação teve início. Ao final da marcha, uma assembleia, que também durou cerca de duas horas, foi realizada para a definição de uma lista de reivindicações que as lideranças pretendem encaminhar ao prefeito Bruno Siqueira (PMDB) amanhã, quando novo protesto está agendado para 14h, em frente à Câmara Municipal. Para eleger as principais demandas populares, os integrantes do movimento abriram espaço para elaboração de propostas no Facebook, sendo que os quatro temas mais indicados foram apresentados na assembleia ao ar livre. Seguindo a linha dos protestos originados em São Paulo, a partir do Movimento Passe Livre (MPL), o pedido de tarifas mais baratas, ampliação da frota de ônibus urbano e estatização dos serviços foi o que encabeçou a lista de reivindicações.

Os outros três tópicos apresentados e aprovados na reunião pública foram redução do salário do prefeito e dos vereadores, veto do Executivo às alterações na lei do uso e da ocupação do solo e retomada da construção do Hospital Regional de Urgência e Emergência, cujas obras estão paradas desde outubro do ano passado. Os manifestantes reforçaram posicionamento contrário à construção de nova sede para a Câmara Municipal, bandeira defendida pela atual Mesa Diretora, solicitaram o tombamento do edifício do Cine Excelsior, pagamento do piso nacional aos professores, passe livre estudantil e implementação do bilhete único, entre outras demandas. “Os quatro tópicos iniciais representam a pauta prioritária, mas colocaremos no documento essas outras propostas”, disse uma estudantes de 22 anos que participa da comissão informal que atuou na organização do movimento.

Diferente dos atos anteriores, a marcha de ontem tinha objetivo específico e integrava a série de protestos de várias cidades, chamada de “Dia do Basta à Corrupção”. O alvo das indignações era a proposta de emenda à Constituição (PEC) que limita a atuação do Ministério Público e confere às polícias a exclusividade nas investigações criminais, a PEC 37. A voz das ruas pedia a retirada do dispositivo que tramita no Congresso.

Assembleia Foto

Fonte: Tribuna de Minas

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Estacionamento Excelsior é obrigado a suspender funcionamento

Matéria publicada no Diário Regional de 23 de junho de 2013.

Clique na imagem para ampliar.

Diario Regional - 23-06-2013

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Justiça manda fechar estacionamento no Centro

Matéria pubicada pelo site do jornal Tribuna de Minas, de 21 de junho de 2013.

Por Tribuna

A Justiça determinou, na última quinta-feira (20), a suspensão imediata do funcionamento do estacionamento localizado no prédio do antigo Cine Excelsior, na Avenida Rio Branco, Centro. A decisão é da juíza Roberta Araújo Maciel, da 1ª Vara Empresarial de Registros Públicos, de Fazenda Pública e Autarquias Municipais de Juiz de Fora, com base em irregularidades apontadas em laudos da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros. Ainda durante a tarde desta sexta, o estabelecimento foi fechado. Cabe recurso à determinação, e o pedido, em caráter liminar, foi feito pelo presidente da Associação Amigos do Cine Excelsior, o cineasta Franco Groia. Entre os argumentos da ação, está o fato de o imóvel não se encontrar em condições adequadas para operar, por não atender às exigências de segurança.

No documento, ficou determinado que bombeiros e Defesa Civil fossem oficializados com urgência para que realizassem vistoria imediata do imóvel e apontassem as providências a ser tomadas. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a corporação realizou uma vistoria no prédio no final do ano passado, e o estabelecimento foi notificado, devido a irregularidades, como falta do auto de vistoria dos bombeiros, falta de iluminação e saídas de emergência. “Pretendemos retornar em breve para verificar a situação. Caso ainda não tenham sido solucionadas, será necessária a aplicação de multa”, explica o tenente George Sant’Ana, subcomandante da Companhia de Prevenção.

Já a Defesa Civil informou, por meio de assessoria, que ainda não foi notificada oficialmente a respeito da liminar, mas que serão tomadas as providências cabíveis assim que o documento for recebido. O órgão fez vistoria no local em março deste ano e, na avaliação, não foi constatado risco estrutural, mas foi sugerido que “o engenheiro contratado pelo proprietário do imóvel verificasse a laje e providenciasse melhorias nas instalações elétricas, além do auto de vistoria dos bombeiros

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Decisão judicial fecha estacionamento onde funcionava o Cine Excelsior em Juiz de Fora

Matéria publicada no Portal Megaminas em 21 de junho de 2013.

Por MGTV TV Integração

 

A ordem de fechamento imediato partiu de decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública. A Associação Amigos do Cine Excelsior reivindica a desapropriação do espaço para ser transformado em centro cultural. “Nós queremos a ampliação do investimento na área do audiovisual e da cultura de Juiz de Fora”, explicou Franco Groia.

Clique aqui e veja o vídeo

De acordo com a associação, laudos técnicos do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil mostra irregularidades na reforma do estacionamento.

A última exibição de filmes no antigo Cine Excelsior aconteceu há 18 anos. Depois, o espaço ficou fechado e cerca de nove pedidos de tombamento tramitaram na justiça.

Hoje (21) à tarde, as portas do estacionamento ficaram fechadas. Os proprietários têm cinco dias para recorrer. Eles não autorizaram a filmagem no interior do imóvel, e disseram que o cinema ficou à disposição para venda e aluguel, mas sem interessados.
“A família está se defendendo no processo. Todos os documentos exigidos pelo poder público estão disponíveis e vão ser apresentados no momento certo, afirmou o advogado Márcio Sampaio.

Fonte: Megaminas.com

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Moradores de Juiz de Fora questionam o fechamento de espaços culturais e artísticos

Matéria publicada no Portal Megaminas em 21 de junho de 2013.

Por MGTV TV Integração

Interessados na disseminação da arte continuam lutando para que esses locais não virem apenas lembranças no imaginário da população

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Representantes da cultura de Juiz de Fora questionam o fechamento de casas e espaços culturais e artísticos da cidade.

Clique aqui e veja o vídeo

Na última semana foi inaugurado um estacionamento no lugar onde já funcionou o antigo Cine Excelsior, dando fim a uma briga entre proprietários e manifestantes que durou anos. Segundo a associação, o espaço, que já foi considerado um dos mais modernos do país e está desativado desde 1994, fazia parte da identidade cultural de Juiz de Fora e não poderia assumir qualquer outra finalidade senão a artística.

Mesmo após a abertura do estacionamento no local onde funcionava o cinema, defensores da volta do Cine Excelsior tentam reverter a situação e fazer com que o espaço volte a ser um centro cultural.

O objetivo dos associados é buscar forças para ainda encontrar formas de preservar esse patrimônio e mantê-lo vivo ao transformá-lo em um espaço de uso cultural para toda a população. O grupo entrou com três ações na justiça.

Paralelo a isso, no final do mês, o Centro Cultural Mezcla para de funcionar após 12 anos, também por exigência do proprietário do espaço. A proposta do local, que funcionou na Rua Benjamin Constant, era ter espaço para projetos de arte experimental. Durante estes 12 anos o local sobreviveu com auxílio de importantes reconhecimentos da cultura brasileira e ganhou vários prêmios estaduais e nacionais.

Interessados na disseminação da arte e cultura continuam lutando para que esses locais não virem apenas lembranças no imaginário da população de Juiz de Fora.

Fonte: Megaminas.com

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Carta aos Leitores – Tribuna de Minas

Publicado em “Carta aos Leitores” do jornal Tribuna de Minas, de 16 de junho de 2013.
TEXTO - ADILSON ZAPAO Cinema Excelsior, patrimônio cultural, deu lugar a um estacionamento sem que nosso Legislativo ao menos tentasse impedir. Enquanto isso, “dorme” na Câmara a proposta que permitiria a construção de novos edifícios-garagens, sem ao menos discuti-la. Mais do que evidente, o número de veículos que demandam os serviços do Centro e de alguns bairros não mais diminuirá, ao contrário. Além disso, os terrenos dos atuais estacionamentos públicos estão, rapidamente, se transformando em arranha-céus, com vagas apenas para seus proprietários e não extensivas aos seus frequentadores. Legislação superada, edifícios com poucas garagens ou nenhuma, serviços públicos concentrados na área central, trânsito cada vez mais confuso, ruas estreitas, transporte público deficiente e, pior, “engarrafador, entupidor” das estreitas ruas. Esse é o quadro que, sai legislatura e entra legislatura, nenhum eleito tem a disposição (ou coragem) para discutir um plano efetivo de possíveis soluções a médio e longo prazos. Em tempo: até hoje a população se pergunta o porquê do “misterioso engavetamento” do projeto do transporte personalizado, sucesso até em Manaus, para onde foram vendidos os ônibus daqui.

(Texto: Adilson Zapa, publicado na coluna “Carta aos Leitores” do jornal Tribuna de Minas, de 16 de junho de 2013)

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Representantes do movimento ainda lutam pelo Cine Excelsior

Matéria publicada pelo Diário Regional, em 02 de junho de 2013. (Clique para ver ampliado)

DiarioRegional-02-06-2013

Fonte: Diário Regional

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Ação popular pelo Cine Excelsior

Matéria publicada no jornal Tribuna de Minas, de 30 de novembro de 2012.

 

Os integrantes do Movimento Salvem o Cine Excelsior anunciaram ontem o ingresso de ação popular na Vara da Fazenda Municipal contra os proprietários do imóvel que abrigava o cinema e contra o Poder Público municipal, representado pelo Comppac (Conselho Municipal de Preservação Artístico e Cultural). A ação, cujo direito está previsto na Constituição, tem por objetivo retomar o processo de tombamento e garantir a desapropriação do imóvel. Os integrantes do movimento questionam irregularidades e ilegalidades no pedido de declaração de interesse cultural e no tombamento do Cine Excelsior e pedem a interrupção das obras realizadas no espaço, bem como a suspensão do procedimento administrativo de alvará para funcionamento de estacionamento público a ser concedido pela Prefeitura Municipal de Juiz de Fora. O movimento completou, no último dia 26, um ano de atividades.

Fonte: Tribuna de Minas

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Ação Popular reacende discussões sobre a situação do Cine Excelsior

Matéria publicada no TER Notícias de 30 de novembro de 2012.

 

Fonte: TER Notícias

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