Conforto no cinema

O Cine Excelsior foi mencionado na matéria sobre projeto de lei que regulamenta cadeiras numeradas em cinema. A publicação foi feita pela Tribuna de Minas em 26 de setembro de 2013.

 

Projeto de cadeira numerada é discutido na Câmara Municipal

Por MARISA LOURES

Realidade em algumas cidades do país, como Belo Horizonte, a obrigatoriedade da venda de cadeiras numeradas nos cinemas de Juiz de Fora é assunto de discussão na Câmara Municipal. De autoria do vereador Jucelio Maria (PSB), o projeto de lei foi apresentado aos parlamentares, pela primeira vez, em março deste ano, e retornou ao plenário ontem. Se aprovado, os ingressos vendidos deverão conter a fila e o número da cadeira escolhida pelo cliente no ato da compra, não podendo os estabelecimentos cobrarem preços diferenciados pelo local da poltrona. Quem descumprir a norma estará sujeito a advertência, multa de 200 vezes o valor da entrada ou o dobro disso, caso seja reincidente. Em enquete realizada ontem no site da Tribuna e publicada na edição de hoje, 61% se mostraram contrários ao projeto.

A proposta deve voltar a ser discutida nesta quinta ou sexta-feira, segundo informou Jucelio, e está com sua tramitação paralisada por vistas pedidas por Wagner de Oliveira (PR). Também já pediram vistas os parlamentares Roberto Cupolillo (Betão, PT) e Noraldino Junior (PSC). “O objetivo é proporcionar mais conforto e bem-estar ao consumidor, que vai poder garantir seu lugar na sala com antecedência, comprando através da internet ou no próprio guichê. Além de acabar com as filas intermináveis, vai evitar conflitos e discussões. O cliente ainda poderá aproveitar o espaço, no caso do shopping, para poder realizar outras atividades enquanto aguarda o filme começar”, defende Jucelio.

De acordo com o parlamentar, a proposição foi elaborada com o auxílio de internautas por meio das redes sociais. “Toda mudança e qualquer forma de civilizar ou disciplinar causa estranhamento, mas é uma ideia que tem dado certo em muitas partes do Brasil e do mundo. O que, inicialmente, parece dificuldade, com o tempo vai significar tranquilidade.”

Consequência para os envolvidos

Gerente de operações da Cinemais, responsável pela cinco salas de cinema do Alameda, Olavo Neto diz que a lei traz benefícios, mas também desvantagens para o consumidor, já que pode interferir nos horários de programação dos filmes. Conforme o gerente, em municípios, como Uberlândia, não existe lei que obrigue a numeração, mas a rede já aplica a medida. “Pode ocorrer atraso nas sessões. As pessoas se confundem, acabam sentando no lugar do outro. Isso dificulta um pouco a acomodação, causa alguns transtornos, mas não é nada impossível de ser coordenado”, diz Neto, explicando que a empresa está pronta para seguir a lei, caso ela seja aprovada aqui na cidade. “As cadeiras têm o local para colocarmos a numeração. O mais difícil é o software que controla, e nós já temos um pronto”, assegura.

Embora nunca tenha tido problema para conseguir o melhor lugar no cinema, o professor da Universidade Federal de Juiz de Fora e um dos organizadores do Primeiro Plano – Festival de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades, Nilson Alvarenga já teve a experiência de assistir a produções em São Paulo e aprova a iniciativa. “Acho muito bom saber que tenho meu lugar garantido. Claro que muitos vão chegar de última hora e encontrar poucas cadeiras disponíveis, mas se a gente se programar a ideia é muito boa”, opina, ponderando que, em Juiz de Fora, talvez, a medida não traga tantos impactos. “Por aqui, é mais uma questão de escolha. As salas não ficam tão lotadas. Faria diferença em dias de filmes mais concorridos. Porém é razoável pensar nisso, evitaria correria de última hora.”

Na visão de Doroti Mira, pintora que reside em Juiz de Fora há 28 anos, levando em consideração o que é oferecido pelos cinemas daqui, existem questões que merecem estar na ordem de prioridade. “Essa discussão é vazia. Há dias que vou ao cinema, e não tem mais ninguém. A cidade não tem público. Deveriam pensar no Cine Excelsior, que é mais importante.”

Para Adhemar de Oliveira, diretor de programação do Palace, independentemente de aprovação da lei, é preciso ouvir o espectador. “Atuo em locais que têm a obrigatoriedade e em outros que não. Vai muito da plateia. Enquanto operador, isso é indiferente. Ouço falar que a medida tira aquela coisa do impulso, o cinema começa a virar coisa planejada como o teatro. Raramente você decide ver um espetáculo de última hora”, comenta.

Fonte: Tribuna de Minas

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Manifestantes esperam resposta até quinta

Matéria publicada na Tribuna de Minas de 25 de junho de 2013. O Movimento “Salvem o Cine Excelsior” esteve presente na Câmara Municipal junto aos manifestantes.

Documento foi entregue à PJF e Câmara. Executivo afirma que algumas das propostas já fazem parte da ‘rotina de ações implementadas’

Por Renato Salles

Cerca de cem manifestantes ocuparam as dependências da Câmara

Cerca de cem manifestantes ocuparam as dependências da Câmara

As manifestações do movimento conhecido como “Junta Brasil” chegaram à Câmara Municipal na tarde desta segunda-feira (24), quando uma comissão formada por nove pessoas entregou um documento ao presidente do Legislativo, Julio Gasparette (PMDB), e ao secretário do Governo Bruno Siqueira (PMDB), José Sóter de Figueirôa, que representou o Executivo em audiência pública realizada momentos antes do encontro com os manifestantes. Composta por quatro itens principais, a relação é encabeçada por pedidos referentes ao sistema de transporte público urbano, como a redução da tarifas e a celeridade na realização de processo licitatório para o serviço. O documento reivindica ainda a redução de vencimentos e benefícios de vereadores e prefeito, a retirada de tramitação e veto do prefeito Bruno Siqueira (PMDB) aos projetos de lei que alteraram as leis de edificações e de uso e ocupação do solo e a retomada das obras do Hospital Regional da Zona da Mata. Segundo a carta, o grupo aguarda posição oficial do Município e do Parlamento em três dias úteis. O prazo se encerra quinta-feira, quando novo ato público deve acontecer nas ruas da cidade.

No início da noite, a Prefeitura reiterou o respeito às manifestações pacíficas que acontecem na cidade desde a semana passada. Em nota, a PJF afirmou que “alguns pontos destacados pelo movimento já fazem parte da rotina de ações implementadas pela Administração.” Sobre o transporte coletivo, afirma que o reajuste anual que aconteceria em julho, influenciado por aumentos dos combustíveis e recomposição salarial dos profissionais do setor, tornou-se desnecessário no momento, após desonerações tributárias concedidas pelo Governo federal. “Cabe explicar que os municípios que estão diminuindo a tarifa já tinham praticado o reajuste nos meses anteriores, o que não é o caso de Juiz de Fora.”

O Executivo declarou ainda que está trabalhando para realizar a licitação do transporte urbano. Uma portaria publicada nesta segunda oficializou a comissão especial para acompanhar a concorrência iniciada pelo ex-prefeito Custódio Mattos (PSDB), parada no Tribunal de Contas do Estado (TCE), e buscar alternativas caso o processo não possa ser retomado. “Outros temas abordados também já estão sendo executados, como a homologação da nova licitação do Hospital Regional na última semana”, diz a nota. Uma decisão de Bruno sobre o projeto que altera o uso e ocupação do solo é esperada para esta semana.

 

Plano Diretor

A Câmara também se mobilizou no sentido de dar as primeiras respostas às reivindicações. Nesta segunda, o presidente do Legislativo anunciou a formação de comissão especial para intensificar os debates sobre a revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Municipal, que englobaria as discussões a respeita das alterações na lei de edificações e de uso e ocupação do solo, como as que tramitam na Casa. O grupo será formado por José Márcio (PV), Vagner de Oliveira (PR) e Roberto Cupolillo (Betão, PT). Gasparette também convocou para esta quarta uma reunião entre os vereadores para avaliar os pedidos dos manifestantes. “O povo tem o direito de reivindicar melhorias, e os vereadores reconhecem a legitimidade do movimento. Vários pontos abordados pelos manifestantes estão na pauta de discussões do Legislativo”, diz nota oficial assinada por Gasparette.

Com quatro horas de duração, entre 14h e 18h, a manifestação desta segunda levou um número menor de pessoas às ruas, quando comparada com os três atos anteriores. A estimativa da Polícia Militar (PM) e de integrantes da ação é de que cerca de 200 manifestantes fizeram parte do protesto e que aproximadamente cem ocuparam as dependências da Câmara. Mais uma vez, a movimentação ocorreu de forma pacífica e foi monitorada por 84 policiais. Como o grupo se manteve nas imediações do Palácio Barbosa Lima, o trânsito nas vias da cidade não chegou a ser comprometido.

Fonte: Tribuna de Minas

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Lista de reivindicações será entregue a Bruno

O Tombamento do Cine Excelsior foi pedido pelas ruas, e reforçado dentro do atual momento de reinvindicações. O grifo no texto abaixo, é nosso, da matéria publicada no jornal Tribuna de Minas, de 23 de junho de 2013.

AssembleiaManifestantes voltaram a ocupar as ruas de Juiz de Fora ontem, em mais um ato pacífico e sem registros de violência. Por cerca de duas horas, o grupo percorreu as vias centrais, passando pela Rua Halfeld e avenidas Getúlio Vargas, Itamar Franco e Rio Branco até retornar ao Parque Halfeld, onde a ação teve início. Ao final da marcha, uma assembleia, que também durou cerca de duas horas, foi realizada para a definição de uma lista de reivindicações que as lideranças pretendem encaminhar ao prefeito Bruno Siqueira (PMDB) amanhã, quando novo protesto está agendado para 14h, em frente à Câmara Municipal. Para eleger as principais demandas populares, os integrantes do movimento abriram espaço para elaboração de propostas no Facebook, sendo que os quatro temas mais indicados foram apresentados na assembleia ao ar livre. Seguindo a linha dos protestos originados em São Paulo, a partir do Movimento Passe Livre (MPL), o pedido de tarifas mais baratas, ampliação da frota de ônibus urbano e estatização dos serviços foi o que encabeçou a lista de reivindicações.

Os outros três tópicos apresentados e aprovados na reunião pública foram redução do salário do prefeito e dos vereadores, veto do Executivo às alterações na lei do uso e da ocupação do solo e retomada da construção do Hospital Regional de Urgência e Emergência, cujas obras estão paradas desde outubro do ano passado. Os manifestantes reforçaram posicionamento contrário à construção de nova sede para a Câmara Municipal, bandeira defendida pela atual Mesa Diretora, solicitaram o tombamento do edifício do Cine Excelsior, pagamento do piso nacional aos professores, passe livre estudantil e implementação do bilhete único, entre outras demandas. “Os quatro tópicos iniciais representam a pauta prioritária, mas colocaremos no documento essas outras propostas”, disse uma estudantes de 22 anos que participa da comissão informal que atuou na organização do movimento.

Diferente dos atos anteriores, a marcha de ontem tinha objetivo específico e integrava a série de protestos de várias cidades, chamada de “Dia do Basta à Corrupção”. O alvo das indignações era a proposta de emenda à Constituição (PEC) que limita a atuação do Ministério Público e confere às polícias a exclusividade nas investigações criminais, a PEC 37. A voz das ruas pedia a retirada do dispositivo que tramita no Congresso.

Assembleia Foto

Fonte: Tribuna de Minas

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Justiça manda fechar estacionamento no Centro

Matéria pubicada pelo site do jornal Tribuna de Minas, de 21 de junho de 2013.

Por Tribuna

A Justiça determinou, na última quinta-feira (20), a suspensão imediata do funcionamento do estacionamento localizado no prédio do antigo Cine Excelsior, na Avenida Rio Branco, Centro. A decisão é da juíza Roberta Araújo Maciel, da 1ª Vara Empresarial de Registros Públicos, de Fazenda Pública e Autarquias Municipais de Juiz de Fora, com base em irregularidades apontadas em laudos da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros. Ainda durante a tarde desta sexta, o estabelecimento foi fechado. Cabe recurso à determinação, e o pedido, em caráter liminar, foi feito pelo presidente da Associação Amigos do Cine Excelsior, o cineasta Franco Groia. Entre os argumentos da ação, está o fato de o imóvel não se encontrar em condições adequadas para operar, por não atender às exigências de segurança.

No documento, ficou determinado que bombeiros e Defesa Civil fossem oficializados com urgência para que realizassem vistoria imediata do imóvel e apontassem as providências a ser tomadas. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a corporação realizou uma vistoria no prédio no final do ano passado, e o estabelecimento foi notificado, devido a irregularidades, como falta do auto de vistoria dos bombeiros, falta de iluminação e saídas de emergência. “Pretendemos retornar em breve para verificar a situação. Caso ainda não tenham sido solucionadas, será necessária a aplicação de multa”, explica o tenente George Sant’Ana, subcomandante da Companhia de Prevenção.

Já a Defesa Civil informou, por meio de assessoria, que ainda não foi notificada oficialmente a respeito da liminar, mas que serão tomadas as providências cabíveis assim que o documento for recebido. O órgão fez vistoria no local em março deste ano e, na avaliação, não foi constatado risco estrutural, mas foi sugerido que “o engenheiro contratado pelo proprietário do imóvel verificasse a laje e providenciasse melhorias nas instalações elétricas, além do auto de vistoria dos bombeiros

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Carta aos Leitores – Tribuna de Minas

Publicado em “Carta aos Leitores” do jornal Tribuna de Minas, de 16 de junho de 2013.
TEXTO - ADILSON ZAPAO Cinema Excelsior, patrimônio cultural, deu lugar a um estacionamento sem que nosso Legislativo ao menos tentasse impedir. Enquanto isso, “dorme” na Câmara a proposta que permitiria a construção de novos edifícios-garagens, sem ao menos discuti-la. Mais do que evidente, o número de veículos que demandam os serviços do Centro e de alguns bairros não mais diminuirá, ao contrário. Além disso, os terrenos dos atuais estacionamentos públicos estão, rapidamente, se transformando em arranha-céus, com vagas apenas para seus proprietários e não extensivas aos seus frequentadores. Legislação superada, edifícios com poucas garagens ou nenhuma, serviços públicos concentrados na área central, trânsito cada vez mais confuso, ruas estreitas, transporte público deficiente e, pior, “engarrafador, entupidor” das estreitas ruas. Esse é o quadro que, sai legislatura e entra legislatura, nenhum eleito tem a disposição (ou coragem) para discutir um plano efetivo de possíveis soluções a médio e longo prazos. Em tempo: até hoje a população se pergunta o porquê do “misterioso engavetamento” do projeto do transporte personalizado, sucesso até em Manaus, para onde foram vendidos os ônibus daqui.

(Texto: Adilson Zapa, publicado na coluna “Carta aos Leitores” do jornal Tribuna de Minas, de 16 de junho de 2013)

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Sem Fôlego e sem Foco

O Jornal Tribuna de Minas publicou, em 28 de março de 2013, a matéria “Mesmo fôlego e com foco”, sobre a Audiência Pública em que o Superintendente da FUNALFA esteve na Câmara Municipal de Juiz de Fora na qual apresentou seus planos para o setor em 2013. Reproduzimos abaixo a reportagem, realizada por Júlia Pessoa para o Caderno Dois:

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No dia em que sentir que não posso mais fazer a diferença, volto ao meu lugar de origem. Enquanto isso não acontecer, continuo animado, com fôlego para defender o que estamos construindo coletivamente, apesar dos cabelos brancos.” Foi com essas palavras que o superintendente da Funalfa, Toninho Dutra, respondeu à provocação do vereador Wanderson Castelar (PT), que disse ter tido a impressão de vê-lo desanimado ao apresentar as metas da Funalfa para 2013 ontem à tarde, na Câmara. “Grande parte da minha fala foi sobre orçamento, um assunto com muitas informações e números, isso pode ter pesado. Ou pode ser por causa da minha camisa cinzenta e do dia nublado”, explica, com bom humor, o superintendente.

De fato, muitos números foram apresentados na sessão de ontem. Segundo Toninho, atualmente não há dinheiro para novas demandas, mas a intenção é que o orçamento seja aumentado gradativamente. No momento, a verba municipal destinada à cultura corresponde a quase 1% (aproximadamente R$ 12 milhões) do total do orçamento municipal (cerca de R$ 1, 4 bilhão), e a Funalfa pretende expandir este percentual para 2%. “Só com o carnaval gastamos mais de 10% de nossos recursos. Por esse e outros motivos, é imprescindível que aprovemos o Plano Municipalde Cultura como lei. Na elaboração, os critérios Plano Plurianual (PPA) e Lei Orçamentária Anual (LOA) são coerentes e consonantes com a realidade da administração e o dia a dia da cidade.”

Apresentando as metas da gestão, Toninho ressaltou que a conclusão do Teatro Paschoal Magno está entre as ações prioritárias. Segundo o superintendente, resta a reorganização do processo para a captação de recursos por meio da Lei Rouanet. ” O projeto para a conclusão já foi aprovado, estamos com dificuldades de captação junto à iniciativa privada, mas estamos perto de conseguir a verba necessária.” Toninho adiantou que o prefeito Bruno Siqueira já sinalizou positivamente para a realização de um concurso público para a Funalfa, que atualmente opera com o quadro de funcionários defasado em 44%.

Entre os pontos de ação, foi destacada a ampliação do atendimento dos centros culturais já existentes, como Biblioteca Municipal Murilo Mendes, Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, Centro Cultural Dnar Rocha e Museu Ferroviário.

O superintendente também destacou como metas a acessibilidade nos prédios públicos, valorização os artistas locais, incentivo à leitura por meio de troca de livros e nas bibliotecas públicas e criação de políticas de educação patrimonial. “Precisamos ainda fortalecer nossa ação nos bairros. Reconhecemos que este é um calcanhar de Aquiles, mas a ideia é trabalhar para reverter isso sem levar nada pronto, mas atuando a partir das manifestações culturais que já existem nestes locais.”

Outro foco da Funalfa é o programa “Gente em primeiro lugar”, que atualmente atende seis mil crianças e adolescentes de 62 bairros selecionados na cidade. “Este projeto tem sido a menina dos nossos olhos. Queremos levá-lo a mais bairros porque sabemos que ele atua nos locais que mais precisam e que menos têm acesso à cultura.”

Toninho também destacou a necessidade de atuar junto a outras pastas da Prefeitura no combate à violência na cidade. “Dando resposta a uma demanda popular, toda nossa agenda cultural será voltada para o tema ‘Violência e paz’, buscando lançar provocações para que ele seja debatido. Quem sabe a arte pode ajudar a mudar a situação atual?”, questionou o superintendente, lembrando que a Semana de Arte Moderna de 1922 interferiu de forma significativa no contexto social e cultural da época e de diversas gerações.

A programação de combate à violência terá início no dia 2 de maio, com exposição de diversos artistas locais, como Carlos Bracher, Dnar Rocha e Arlindo Daibert. A iniciativa também prevê um show de cantores locais, com canções que retratem a temática.

Cine Excelsior

Uma das questões mais discutidas pelo público foi a polêmica em torno do tombamento do Cine Excelsior. “Falou-se em preservação do patrimônio, mas nunca fomos chamados à Funalfa para discutir a questão do Cine Excelsior, apesar do clamor popular para que ele seja tombado, com cerca de 1.600 assinaturas recolhidas”, aponta Alessandro Paiva, da Associação Amigos do Cine Excelsior.

Também representando o grupo, o cineasta Franco Groia questionou a ação do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac) em relação ao pedido de tombamento do imóvel. “Em nenhum momento foi feito um estudo histórico-artístico do local. Juiz de Fora tem uma tradição cinematográfica, berço de João Carriço, e o Cine Excelsior está sendo ignorado.” O vereador Roberto Cupolillo (Betão-PT) fez um pedido de informação referente ao projeto.

Em resposta ao grupo, Toninho destacou que os documentos estão abertos à população, e que o Comppac atuou dentro dos rigores da lei. “Não atendemos interesses de terceiros, o processo foi feito com responsabilidade, e este pedido de tombamento já foi negado nove vezes. Isso não pode estar relacionado a alguma falha do Comppac, mas à inviabilidade da solicitação. A Funalfa está, sim, preocupada com a memória do cinema local, prova disso é o fato de o Cine Palace só estar aberto porque a Prefeitura interveio nesta causa, e a Funalfa compra cerca de 37 mil ingressos para exibições escolares. Foi a maneira que encontramos de atuar. Temos limites e estamos cientes deles, mas trabalhamos com lucidez para equilibrá-los.”

Fonte: Tribuna de Minas

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Ação popular pelo Cine Excelsior

Matéria publicada no jornal Tribuna de Minas, de 30 de novembro de 2012.

 

Os integrantes do Movimento Salvem o Cine Excelsior anunciaram ontem o ingresso de ação popular na Vara da Fazenda Municipal contra os proprietários do imóvel que abrigava o cinema e contra o Poder Público municipal, representado pelo Comppac (Conselho Municipal de Preservação Artístico e Cultural). A ação, cujo direito está previsto na Constituição, tem por objetivo retomar o processo de tombamento e garantir a desapropriação do imóvel. Os integrantes do movimento questionam irregularidades e ilegalidades no pedido de declaração de interesse cultural e no tombamento do Cine Excelsior e pedem a interrupção das obras realizadas no espaço, bem como a suspensão do procedimento administrativo de alvará para funcionamento de estacionamento público a ser concedido pela Prefeitura Municipal de Juiz de Fora. O movimento completou, no último dia 26, um ano de atividades.

Fonte: Tribuna de Minas

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Virou lei

Nota publicada na coluna Painel, da Tribuna de Minas, em 22 de junho de 2012.

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Com o número 12.598, entrou em vigor ontem a lei de autoria do vereador Vanderson Castelar (PT) ampliando as regras de tombamento de imóveis. O texto publicado no Diário Oficial impede o proprietário de imóvel em processo de tombamento pelo patrimônio cultural de, uma vez notificado, proceder qualquer alteração que o descaracterize ou danifique. A partir desse momento, o bem passará a ser tratado como se já estivesse tombado. A medida, diz o vereador “visa combater uma prática muitas vezes utilizada para impedir o tombamento ou torná-lo sem efeito”.

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Fonte: Tribuna de Minas

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COMPPAC recusa tombamento do Cine Excelsior

Matéria publicada na versão online da Tribuna de Minas de 05 de Junho de 2012.

Por Tribuna

A nona tentativa de tombamento ou declaração de bem de interesse cultural para o Cine Excelsior foi recusada na última segunda (4), durante reunião mensal do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac). O pedido havia sido encaminhado pelo movimento “Salvem o Cine Excelsior”, iniciado logo após a retirada e a venda das cadeiras do espaço no final do ano passado. Com dez votos contra dois e uma abstenção, o Comppac não encontrou justificativas para preservar o imóvel – inaugurado como cinema em 1958 – ou limitar a utilização pelos proprietários. O Excelsior já teve nove solicitações de tombamento, por diferentes autores. Todas elas foram recusadas. “Isso não é teimosia de quem defende o prédio. É prova de que a população legitimou sua importância”, opina o cineasta Franco Groia. Segundo o superintendente da Funalfa e presidente do Comppac, Toninho Dutra, o conselho julga somente o mérito técnico da questão a partir de relatório elaborado, independentemente do número de pessoas pedindo um tombamento.

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Cidade imaginária

Matéria publicada pela Tribuna de Minas no dia 27 de maio de 2012. É interessante e citam 2 cinemas de Juiz de Fora, um dos quais o Cine Excelsior, que embora não esteja em atividade, ainda existe.

Guiados pelo afeto, juiz-foranos continuam usando construções que já não existem mais para se localizar

Por Raphaela Ramos

De mãos dadas, cidade e afeto jamais interrompem a travessia. Ela, apressada, modifica-se a todo instante, interessada no futuro. Ele, arrastando pesada mala na qual guarda o passado, segue atrás, disposto a aconselhar a parceira. A partir dessa relação, por vezes equilibrada e por vezes caótica, surge um lugar existente apenas na memória e nas conversas das pessoas. Ao acessar esses arquivos, o morador da cidade faz referência a pontos que já se foram. “Vamos nos encontrar ali perto do Veneza?”, dizem muitos juiz-foranos, fazendo menção ao cinema que ficava na Avenida Rio Branco, próximo à Rua Espírito Santo. Afinal, que espaço é esse, distante do mundo concreto e exclusivo das lembranças de quem vive por aqui? Para homenagear Juiz de Fora pelo seu 162º aniversário, comemorado na próxima quinta, a Tribuna garimpou endereços que ficaram para trás, mas não deixaram o imaginário local.

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Obra em frente ao Excelsior é paralisada

Matéria publicada na Tribuna de Minas, de 24 de abril de 2012.

Um dos motivos que levou o vereador Flávio Cheker (PT) a colocar em pauta o Cinema Excelsior em audiência pública, na tarde de ontem na Câmara Municipal, é uma obra que vem sendo realizada na calçada em frente ao prédio, considerada irregular pelos representantes do edifício e por integrantes do movimento “Salvem o Cine Excelsior”.

A rampa seria para a instalação de um futuro estacionamento. A obra, entretanto, é legal, de acordo com a responsável pela Secretaria de Atividades Urbanas Graciela Marques, e recebeu parecer favorável para sua realização, uma vez que o imóvel não é tombado. Ainda conforme Graciela, a lei municipal não impede a criação de um estacionamento no local.

Como um novo processo de tombamento foi pedido ao Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac), as obras no local foram paralisadas. “O Comppac acolheu a iniciativa com o pedido de reabertura do processo de tombamento. Se este não for possível, que seja decretado o interesse cultural do imóvel”, disse Flávio Cheker. Já o vereador José Sóter de Figueirôa levantou a hipótese de desapropriação do imóvel como forma de preservar o antigo cinema.

Segundo o superintendente da Funalfa e presidente do Comppac, Toninho Dutra, a nova solicitação deve ser analisada na próxima reunião da entidade. “Sempre que foram feitos pedidos para o tombamento do Excelsior eles foram analisados com compromisso, e nunca houve falta de sensibilidade em relação à cultura da cidade”, pontuou.

O cineasta Franco Gróia, representante do “Salvem o Cine Excelsior”, pediu novamente o tombamento do espaço. “No Excelsior eu conheci o mundo sem sair de Juiz de Fora. Ele é o maior ícone do cinema na cidade.” Segundo Flávio Cheker, o empresário Ricardo Arbex, atual proprietário do espaço, teria sido convidado para a audiência, mas não compareceu.

Fonte: Tribuna de Minas

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Audiências

Nota publicada na Coluna Painel, da Tribuna de Minas, de 10 de abril de 2012.

 

Audiências

Já está definido o calendário de audiências públicas de abril, a partir do dia 18. Nesta data, será feita uma abordagem sobre o direito a utilização de carro de apoio do município, a pedido da vereadora Ana Rossignolli (PDT). A segunda só vai ocorrer na semana seguinte, no dia 23. Por iniciativa do vereador Flávio Cheker (PT), os vereadores vão discutir a situação do Cine Excelsior. Foram convocados a secretária de Atividades Urbanas, Graciela Marques, o procurador Gustavo Vieira, o superintendente da Funalfa, Toninho Dutra, e representantes do Comppac, que trata do patrimônio público.

Fonte: Tribuna de Minas

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Novo processo de tombamento

Nota publicada na Tribuna de Minas, em 4 de abril de 2012.

Foi aberto um novo processo de tombamento do Cinema Excelsior. Após o término regulamentar de rejeição de um projeto, uma nova proposta pode ser aberta. Nesta primeira fase, é enviada uma notificação aos interessados – proprietários, herdeiros ou sucessores ou quaisquer outras pessoas com vínculo familiar ou não -, que têm até 30 dias para se manifestarem oficialmente, impugnando a solicitação. O edital de notificação foi divulgado ontem pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac), que ainda não votou a proposta. Caso o Comppac não aprove o tombamento, o processo é encerrado.

 

 

 

 

 

Fonte: Tribuna de Minas

 

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Restauração

Leia a nota publicada na Jornal Tribuna de Minas de terça-feira, dia 14 de março de 2012, na Coluna Painel:

O superintendente da Funalfa, Toninho Dutra, explicou ontem que, em função da extensão e da complexidade das pautas analisadas na reunião do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural, o órgão só poderá se pronunciar após o fechamento das questões abordadas. Projetos que discutem preservação e restauração de relevantes patrimônios da cidade, como o Museu Mariano Procópio, a Praça da Estação, a Vila Iracema e o Cine Excelsior – sendo indicado para este, na ocasião, um relator que instruirá os processos – fizeram parte dos tópicos discutidos pelo COMPPAC.

Fonte: Coluna Painel, do jornal Tribuna de Minas

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Patrimônio

Leia a nota publicada na Jornal Tribuna de Minas de terça-feira, dia 13 de março de 2012, na Coluna Painel:

“O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural analisou ontem diversos tópicos acerca de intervenções no patrimônio histórico e cultural da cidade. Segundo o vereador José Laerte Barbosa (PSDB), foi aprovada a reforma estrutural de parte do prédio do Museu Mariano Procópio. No evento, que reuniu ainda o superintendente da Funalfa, Toninho Dutra, representantes do Poder Público e membros do conselho, foi montada uma comissão para avaliar a questão do Cine Excelsior. Projetos de intervenção e restauração na Praça da Estação e na Vila Iracema também foram analisados.”

(Fonte: Coluna Painel, do Jornal Tribuna de Minas)

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